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Carteiras do Master eram rentáveis até surgirem problemas de liquidez do banco, diz ex-presidente do BRB
Publicado 29/01/2026 • 22:09 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 29/01/2026 • 22:09 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Entre 2005 e 2011, ele foi membro da Comissão de Riscos da FEBRABAN. Créditos: Reprodução.
Master Entre 2005 e 2011, ele foi membro da Comissão de Riscos da FEBRABAN. Créditos: Reprodução.
As carteiras do banco Master relacionadas à Tirreno apresentaram rentabilidade dentro do esperado e inadimplência de acordo com a média do mercado, mas os problemas de liquidez do Banco Master entre abril e maio de 2025 fecharam a torneira dos repasses para o BRB. A afirmação é do ex-presidente do banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.
“(O BRB) começou a comprar (as carteiras da Tirreno) do Master em julho de 2024. Tinha um desempenho adequado e continuamos comprando até abril de 2025, quando começamos a ver um padrão documental diferente”, disse Costa. “A inadimplência (era) de 0,08%, e a rentabilidade dentro do que estava previsto”, acrescentou.
Costa acrescentou que a rentabilidade e inadimplência seguiram em patamares adequados. “A gente passou a não receber mais o repasse a partir da dificuldade de liquidez do Banco Master”, afirmou.
Mudanças na avaliação das carteiras
Ele destacou que, a partir do momento que o volume das carteiras ganhou proporções maiores, houve uma mudança no procedimento de avaliação das carteiras pelo BRB. Foi aí que, segundo Costa, o BRB descobriu que as carteiras não eram originadas pelo Master.
“Em abril, resolvemos ampliar os processos de verificação sem nenhum indício de que essa carteira era diferente”, disse. “Quando essas carteiras adquiriram volume maior resolvemos ampliar os testes da amostra. A gente percebeu que havia um padrão documental diferente. Nesse momento a gente aciona o Master”, completou.
Costa diz que, a partir daí, foi constatado que as carteiras não foram originadas pelo Master, e, só então soube da relação com a Tirreno. E que, a partir de então, passou a pedir auditoria independente para avaliação das carteiras e exigir não mais amostras dos créditos contidos nas carteiras, como é a praxe, segundo Costa, mas, sim, a totalidade dos contratos. O que não teria sido atendido pelo Mater.
Na acareação, Costa alegou ainda que a Tirreno não era a originadora, mas, sim a consolidadora da carteira. “Depois, recebemos a lista de 20 correspondentes bancários que eram originadores, que submetiam à Tirreno.”
Substituição de ativos e anúncio ao Banco Central
O ex-presidente do BRB disse ainda, durante o depoimento, que o item específico que fez o banco de Brasília tomar a decisão de substituir os ativos foi a verificação de que os créditos eram originados por terceiros. No final de maio, o BRB comunica o Banco Central, e, a partir daí, os repasses ao BRB passaram a sessar, segundo Costa.
Em depoimento, Daniel Vorcaro, dono do Master, disse que o banco passou a ter problemas de liquidez depois de mudanças no FGC, mas não detalhou quais mudanças impactaram a liquidez.
Além disso, Vorcaro falou, durante acareação, que não sabia se havia o detalhamento sobre quais eram os originadores dos créditos contidos nas carteiras que foram repassadas ao BRB, mas disse que, no processo de repasse de carteiras, “quem originou não é importante no processo de risco”.
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Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.
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