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S&P rebaixa ratings do BRB por pressão de capital e risco reputacional
Publicado 30/01/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 30/01/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução/Agência Brasília
BRB
O banco BRB teve seus ratings de crédito de longo e curto prazo rebaixados pela S&P Global Ratings de “BB para B“, diante de pressões sobre o capital regulatório e da persistência de riscos reputacionais associados a investigações em curso sobre a relação com o Banco Master.
A agência manteve a perspectiva negativa, indicando a possibilidade de novo rebaixamento caso os impactos financeiros e operacionais se intensifiquem.
Segundo a S&P, a investigação da Polícia Federal sobre ativos adquiridos do Banco Master pode gerar perdas relevantes, levando o BRB a uma provável necessidade de aporte de capital ou venda de ativos para recompor seus índices regulatórios.
Os planos considerados pelo banco incluem cessão de carteiras de crédito, alienação de ativos adquiridos, aporte do controlador ou eventual linha de financiamento com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A agência avalia, porém, que essas alternativas envolvem riscos de execução e de tempo.
A S&P apontou que o risco reputacional tem afetado a geração de negócios e o acesso a funding do BRB, historicamente dependente de captações no mercado.
Apesar disso, o banco mantém métricas de liquidez consideradas administráveis, sustentadas por depósitos judiciais e por uma base relevante de depósitos a prazo sem cláusula de resgate antecipado, o que reduz a volatilidade da captação.
Na avaliação da agência, o cenário atual obriga o BRB a priorizar demandas relacionadas às investigações e ajustes organizacionais, desviando foco do planejamento estratégico.
Além disso, a necessidade potencial de venda de carteiras e o impacto reputacional tendem a reduzir o portfólio de crédito e limitar a geração de novos negócios, com reflexos negativos sobre crescimento e rentabilidade.
A S&P considera positivo o potencial suporte extraordinário do governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB, com participação de 53,71% do capital social.
Esse suporte, porém, depende de aprovações legislativas e de eventual alienação de ativos, o que pode limitar a agilidade da recomposição de capital em um cenário de maior estresse financeiro.
A perspectiva (CreditWatch) negativa indica que os ratings do BRB podem ser novamente rebaixados nos próximos 90 dias, caso surjam informações adicionais que afetem de forma material o capital, o funding, a liquidez ou a geração de negócios da instituição.
A S&P afirmou que a revisão será concluída assim que houver maior clareza sobre a extensão dos impactos das investigações no perfil de crédito do banco.
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