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Trump pressiona aliados para abrir Estreito de Ormuz, mas admite que coalizão militar ainda não está pronta
Publicado 16/03/2026 • 18:13 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 16/03/2026 • 18:13 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que ainda enfrenta resistência de alguns aliados para formar uma coalizão naval destinada a escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
“Alguns estão muito entusiasmados e outros estão menos entusiasmados”, disse Trump a jornalistas durante uma coletiva de imprensa. Segundo ele, alguns países podem simplesmente optar por não participar da operação, apesar da pressão de Washington.
O presidente tem pressionado aliados a enviar forças militares para garantir a retomada das exportações de petróleo pela rota marítima, cujo tráfego de petroleiros despencou após ataques iranianos na região. A interrupção provocou a maior disrupção de oferta de petróleo já registrada, com alta de cerca de 40% nos preços do barril desde o início da guerra.
Leia também: Trump diz que Irã tem ‘pouquíssimas’ opções restantes e cobra ajuda internacional no Estreito de Ormuz
Trump afirmou que diversos países já indicaram disposição de participar da coalizão, mas evitou revelar quais seriam. Segundo ele, a Casa Branca divulgará em breve uma lista das nações que aceitaram integrar a iniciativa.
“Numerosos países me disseram que estão a caminho”, afirmou o presidente.
Trump também afirmou que o Reino Unido demonstrou hesitação em aderir à operação militar. Segundo ele, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, relutou em atender ao pedido americano de enviar dois porta-aviões para a região.
“Ele realmente não queria fazer isso”, disse Trump. “Não fiquei satisfeito com o Reino Unido. Acho que eles vão se envolver, mas deveriam participar com entusiasmo. Estamos protegendo esses países há anos com a Otan.”
Starmer afirmou nesta segunda-feira que o governo britânico está trabalhando com aliados para restaurar a liberdade de navegação no Golfo Pérsico, mas reconheceu que a operação será complexa.
Leia também: AIE diz que países podem liberar mais petróleo do estoque estratégico, se necessário
“Precisamos reabrir o Estreito de Ormuz para restaurar a estabilidade no mercado, mas isso não é uma tarefa simples”, disse o premiê britânico.
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Siga o Times | CNBCTrump disse também ter conversado com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a possibilidade de escoltar petroleiros na região.
“Acho que ele vai ajudar”, afirmou o presidente americano, acrescentando que prefere não pressionar excessivamente aliados. “Minha atitude é que não precisamos de ninguém. Somos a nação mais forte do mundo.”
Macron declarou no domingo, em publicação nas redes sociais, que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz “deve ser restaurada o mais rápido possível”. A França já enviou um grupo de ataque com porta-aviões ao Mediterrâneo Oriental, em postura classificada como defensiva.
Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que Berlim não participará de uma missão naval no Golfo Pérsico. Segundo ele, a Alemanha não foi consultada pelos Estados Unidos e por Israel antes do início da guerra.
Leia também: Petróleo: quais países têm Reservas Estratégicas?
“Enquanto a guerra continuar, não participaremos de operações militares no Estreito de Ormuz para garantir a navegação”, afirmou Merz. “Não temos conhecimento de um plano claro de como essa operação poderia ser bem-sucedida.”
Apesar da pressão por uma coalizão internacional, os próprios Estados Unidos ainda não estão prontos para iniciar operações de escolta naval na região, segundo autoridades americanas.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que a Marinha americana ainda não tem condições de iniciar imediatamente a operação, já que os recursos militares estão concentrados na ofensiva contra a infraestrutura militar iraniana.
“Isso vai acontecer relativamente em breve, mas não pode acontecer agora”, disse Wright. “Todos os nossos ativos militares estão focados em destruir as capacidades ofensivas do Irã e as instalações que sustentam essa capacidade.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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