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Pfizer avança em remédio para obesidade mas divulga guidance de lucro menor; ação cai 4%
Publicado 03/02/2026 • 11:44 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 03/02/2026 • 11:44 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Clodagh Kilcoyne | Reuters (Reprodução CNBC Internacional)
O logotipo da Pfizer é visto do lado de fora da fábrica da empresa farmacêutica, em Newbridge, Irlanda, em 10 de fevereiro de 2025.
A Pfizer anunciou avanços relevantes em seu pipeline de medicamentos para obesidade, ao divulgar resultados positivos de um estudo de fase 2 de uma droga de aplicação mensal, ao mesmo tempo em que reiterou projeções de queda no lucro em 2026 diante de pressões regulatórias, políticas de preços e tarifas.
O anúncio, no entanto, não empolgou o mercado. Às 11h26 (horário de Brasília) a ação da big pharma recuava 5,25% no pré mercado de Nova York.
O estudo farmacêutica americana avaliou o medicamento que exige apenas uma injeção por mês, em contraste com o regime semanal adotado pelos principais concorrentes do mercado. Segundo a companhia, pacientes apresentaram perda de peso de até 12,3% após 28 semanas de tratamento.
O medicamento experimental, identificado como PF-08653944, foi adquirido pela Pfizer na compra da Metsera no ano passado. Durante as primeiras 12 semanas, o tratamento exigiu doses semanais, passando depois para aplicação mensal.
A farmacêutica informou que o estudo atingiu seu objetivo principal e demonstrou redução de peso estatisticamente significativa em adultos com obesidade ou sobrepeso, sem diabetes tipo 2. Após os resultados, a Pfizer anunciou que pretende avançar para estudos de fase 3.
Analistas destacaram que a transição bem-sucedida para um regime mensal, aliada à continuidade da perda de peso e a um número reduzido de descontinuações, reforça o potencial competitivo do ativo.
No quarto trimestre, a Pfizer registrou lucro ajustado de 66 centavos de dólar por ação, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior e acima das estimativas de mercado. A receita somou US$ 17,56 bilhões, queda de 1% na comparação anual, mas também superou as projeções dos analistas.
A companhia afirmou que, excluindo os produtos ligados à Covid-19, a receita cresceu 9% em base operacional, com desempenho positivo de medicamentos como Prevnar, Eliquis e Padcev.
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Apesar do desempenho trimestral acima do esperado, a Pfizer reafirmou seu guidance para 2026, que prevê lucro ajustado entre US$ 2,80 e US$ 3,00 por ação, abaixo dos US$ 3,22 registrados em 2025. A projeção de receita varia entre US$ 59,5 bilhões e US$ 62,5 bilhões.
Segundo a empresa, as estimativas incorporam impactos negativos esperados de políticas de precificação de medicamentos, tarifas comerciais e mudanças regulatórias associadas à administração do presidente Donald Trump. A companhia também reiterou que não prevê recompras de ações em 2026.
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