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Quem deve brilhar na temporada de balanços dos bancões? Analistas respondem
Publicado 03/02/2026 • 23:07 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 03/02/2026 • 23:07 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Itaú e Banco do Brasil
Colagem
A temporada de resultados dos grandes bancos começa nesta quarta-feira (4) com um cenário mais favorável para Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) ainda concentra as maiores incertezas, segundo relatórios casas de análise e corretoras consultados pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
O Santander Brasil abre a rodada antes da abertura do mercado. O Itaú Unibanco divulga após o fechamento. Bradesco e Banco do Brasil publicam os números no dia 05 e 11 de fevereiro, respectivamente.
Para o investidor, o foco do trimestre deve ir além do lucro. A qualidade da carteira de crédito e o comportamento da inadimplência tendem a pesar mais na reação das ações.
Pedro Ávila, analista de ações da Varos Research, foi direto sobre o que deve mover o mercado. “Em relação ao que mais deve pesar no balanço agora, sem dúvida, eu acho que é a inadimplência”, afirmou.
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Nas prévias de analistas consultados, o Itaú surge como o nome mais sólido da temporada. Conhecido como o relógio suíço da bolsa, a expectativa é de crescimento diversificado da carteira de crédito, receitas de serviços mais fortes no 4º trimestre e qualidade de ativos estável.
Analistas estimam lucro líquido de R$ 12,2 bilhões no período, alta de 12% na comparação anual, com retorno sobre patrimônio líquido (ROE) acima de 24%.
Para Jayme Simão, sócio-fundador do Hub do Investidor, o banco é a escolha mais defensiva do setor. “Para quem está buscando dividendo e estabilidade, [a escolha] é o Itaú”, disse.
Segundo ele, em momentos de maior incerteza macro, o mercado tende a priorizar previsibilidade. “Quando a maré tá um pouco mais baixa, o Itaú é quem está mais preparado.”
O Itaú caiu nas graças do mercado ao unificar uma estratégia de ganhos de capital com pagamento robusto de proventos. O banco tem como estratégia o pagamento mensal de juros sobre capital próprio (JCP), além de intercalar com distribuições trimestrais maiores pelo menos duas vezes ao ano e dividendos adicionais robustos no começo do exercício subsequente.
O Bradesco aparece como a principal história de recuperação entre os bancões, com uma reestruturação que se consolida com resultados positivos.
Para os especialistas consultados, o banco deve entregar continuidade do dinamismo comercial, risco de crédito sob controle e bom desempenho do braço de seguros, com lucro estimado em R$ 6,4 bilhões no trimestre e ROE acima de 15%.
Ávila avalia que parte do resultado ainda pode refletir ajustes internos do plano de transformação, sem mudar a tendência estrutural de melhora. “Ele optou por antecipar algumas despesas, fechamento de alguns pontos, demissão de pessoal… Isso meio que maquiou o resultado.”
Para o Santander Brasil, a leitura é mais neutra. A Ágora projeta lucro próximo de R$ 4 bilhões, com leve crescimento da carteira e receitas de serviços compensando pressões na margem financeira.
O banco deve encerrar o trimestre sem grandes surpresas, nem negativas nem positivas.
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O caso mais sensível da temporada segue sendo o Banco do Brasil (BBAS3), que sofreu em 2025 nas mãos da inadimplência do segmento agro.
As prévias indicam desaceleração no crédito corporativo e no agronegócio, provisões elevadas e rentabilidade mais fraca. Algumas casas de análise enxergam recuperação apenas gradual.
Para Ávila, a virada pode vir antes no “termômetro” do crédito do que no lucro. “Se a gente começar a ver uma inadimplência mais curta de 30 dias caindo, isso pode animar mais o mercado do que um lucro acima do esperado”, avaliou.
Simão também destaca o agro como principal variável do case. “O mercado quer entender se o banco já passou pelo pior momento do agro”.
Com isso, a divisão entre os “bancões” fica mais clara nesta temporada.
Itaú deve liderar em consistência e dividendos.
Bradesco avança como tese de recuperação.
Santander tende à estabilidade.
Banco do Brasil ainda depende de melhora no crédito para voltar a se destacar.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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