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BRB negocia com BC recomposição de R$ 5 bilhões referente a carteiras do Master

Publicado 06/02/2026 • 08:14 | Atualizado há 3 horas

Fachada o BRB em Brasília

Reuters

BRB

O Banco de Brasília (BRB) encaminha ao Banco Central do Brasil (BC), nesta sexta-feira (6), um plano de ações para reforçar em pelo menos R$ 5 bilhões a composição de seu balanço. A medida foi determinada pelo regulador após a aquisição, pelo banco público controlado pelo governo do Distrito Federal, de carteiras de crédito do Banco Master.

A exigência do Banco Central ocorreu depois que o Banco Master devolveu cerca de R$ 10 bilhões em ativos ao BRB, após alertas do regulador sobre a qualidade das carteiras transferidas. O documento apresentado ao BC reúne cinco alternativas para recomposição de capital, sem detalhar o volume financeiro estimado em cada uma das medidas.

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BRB prioriza venda de ativos para reduzir necessidade de aporte

A estratégia da nova diretoria do BRB é vender integralmente a carteira adquirida do Master, estimada em R$ 21,9 bilhões. A alienação dos ativos permitiria reduzir a necessidade de aportes diretos para reforçar o capital do banco do Distrito Federal.

O presidente da instituição, Nelson de Souza, conduz tratativas com o mercado para a venda desses ativos. O processo teve início no fim do mês passado e envolve uma empresa contratada para auxiliar na comercialização, cuja remuneração estará vinculada a uma taxa de sucesso sobre as operações concluídas.

Alternativas avaliadas pelo BRB junto ao Banco Central

Além da venda das carteiras, o plano do BRB apresentado ao Banco Central lista outras alternativas que dependem, em grande parte, do aval do controlador. Entre as opções estão:

  • repasse direto de recursos do Tesouro do Distrito Federal;
  • contratação de linha de financiamento junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
  • empréstimo estruturado por um consórcio de bancos;
  • repasse de ações de empresas estatais;
  • criação de um fundo imobiliário com ativos do governo local como garantia.

Prazo para balanço e definição de provisões

A direção do BRB tem até 31 de março para apresentar o balanço referente ao exercício de 2025. Até essa data, será necessário definir o valor exato a ser provisionado, a depender do avanço das vendas de ativos e do desfecho das negociações com o regulador.

Ao analisar as carteiras de crédito transferidas pelo Master, o Banco Central identificou indícios de inconsistências e possíveis fraudes em cerca de R$ 12,2 bilhões. As duas instituições negam irregularidades. Em resposta, o Master substituiu os ativos questionados por outros direitos creditórios, que agora integram o processo de venda conduzido pelo BRB.

O impacto final dessas operações no balanço do banco público do Distrito Federal dependerá da efetividade das medidas apresentadas ao Banco Central e do desempenho das vendas de ativos em andamento.

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