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Musk diz que SpaceX vai priorizar cidade autossustentável na Lua

Publicado 09/02/2026 • 10:49 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Elon Musk afirmou que a SpaceX quer focar primeiro na Lua antes de avançar para Marte.
  • Empresa fala em pouso lunar não tripulado em 2027 e em construir uma base capaz de se expandir sozinha em menos de dez anos.
  • Mudança ocorre em meio à corrida espacial com a China e a planos bilionários envolvendo IA e Starlink.
SpaceX

Reuters

O bilionário Elon Musk afirmou neste domingo que a SpaceX passou a priorizar a construção de uma “cidade autossustentável” na Lua, capaz de crescer por conta própria, num prazo inferior a dez anos.

Em publicação na rede social X, Musk disse que a empresa ainda pretende iniciar os trabalhos para uma futura cidade em Marte dentro de cinco a sete anos, mas que o foco imediato mudou.

Segundo ele, garantir o futuro da civilização exige rapidez, e a Lua oferece um caminho mais curto do que o planeta vermelho.

As declarações ecoam uma reportagem do The Wall Street Journal, segundo a qual a companhia informou investidores que pretende priorizar missões lunares e deixar Marte para uma etapa posterior, mirando março de 2027 para um pouso não tripulado.

Mudança de rota em relação a Marte

A fala representa uma inflexão no discurso histórico de Musk, que por anos tratou Marte como o principal destino da SpaceX. Ainda em 2025, ele afirmava que a empresa pretendia lançar uma missão não tripulada ao planeta vermelho até o fim de 2026.

Em janeiro do ano passado, chegou a dizer que a Lua seria uma distração e que a rota deveria ir diretamente para Marte.

Analistas lembram que Musk tem histórico de estabelecer cronogramas ambiciosos para projetos que acabaram atrasando, tanto no setor aeroespacial quanto em áreas como veículos elétricos e direção autônoma.

Corrida espacial e papel da NASA

O reposicionamento ocorre num momento em que os Estados Unidos enfrentam forte competição da China para levar novamente humanos à superfície lunar nesta década. A última missão tripulada ao local foi a Apollo 17, em 1972.

Musk também afirmou que contratos com a NASA devem responder por menos de 5% da receita da SpaceX neste ano. Ainda assim, a empresa é peça central do programa Artemis, com um contrato de US$ 4 bilhões para usar a nave Starship em pousos tripulados na Lua.

Segundo Musk, a maior parte da receita da companhia vem hoje do sistema comercial Starlink, que também ganhou seu primeiro comercial no Super Bowl neste fim de semana.

IA, IPO e aposta em robôs

Na semana passada, Musk anunciou que a SpaceX comprou a empresa de inteligência artificial xAI, em um acordo que avaliou a companhia espacial em US$ 1 trilhão e a startup de IA em US$ 250 bilhões.

Defensores da operação veem a aquisição como um passo para impulsionar planos de centros de dados espaciais, que Musk considera mais eficientes energeticamente do que instalações em terra.

A SpaceX também avalia uma abertura de capital ainda este ano, que poderia levantar até US$ 50 bilhões, numa das maiores ofertas públicas iniciais da história.

Em paralelo, Musk vem redirecionando a Tesla. A montadora planeja investir US$ 20 bilhões neste ano para acelerar projetos de direção autônoma e robôs humanoides, incluindo o Optimus, cuja produção deve ganhar espaço após a descontinuação de dois modelos de carros na fábrica da Califórnia.

Para o mercado, o recado é claro: Musk aposta em uma década marcada por megaprojetos simultâneos, da Lua aos robôs, combinando exploração espacial, inteligência artificial e automação como pilares estratégicos de seus negócios.

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