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Super Bowl LX: Por que Bad Bunny não recebeu cachê?
Publicado 09/02/2026 • 07:12 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 09/02/2026 • 07:12 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Meses de preparação, um dos maiores palcos do planeta e uma audiência estimada em centenas de milhões de pessoas. Ainda assim, Bad Bunny não recebeu cachê para liderar o show do intervalo do Super Bowl LX, realizado neste domingo (8) na região da Baía de São Francisco, na Califórnia.
O artista porto-riquenho, cujo nome real é Benito Antonio Martínez Ocasio, havia sido anunciado como atração principal em setembro de 2025. O espetáculo, apresentado pela Apple Music, foi organizado pela NFL em parceria com a Roc Nation e transmitido por grandes redes americanas.
Na época do anúncio, Bad Bunny afirmou que a apresentação representava mais do que um marco pessoal e tinha peso simbólico para a cultura latina, descrevendo o convite como um tributo às gerações que abriram caminho para artistas hispânicos alcançarem o maior palco da TV mundial.
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A decisão seguiu uma política histórica da liga: a NFL não pagou diretamente os artistas do intervalo. Em vez disso, arcou com despesas de viagem, logística e produção, que já haviam superado US$ 10 milhões em edições recentes.
Em entrevista à Forbes em 2016, um porta-voz resumiu a prática: a liga não paga os músicos, apenas banca a estrutura do espetáculo.
Segundo a própria NFL, os artistas receberam apenas valores mínimos previstos em contratos sindicais. De acordo com o sindicato SAG-AFTRA, isso equivalia a pouco mais de US$ 1.000 por dia, uma fração do que estrelas costumam cobrar por apresentações privadas.
Ainda assim, o posto continuou sendo um dos mais disputados do entretenimento. Ao longo dos anos, nomes como Beyoncé, Lady Gaga, Rihanna e Kendrick Lamar transformaram o intervalo em uma vitrine global.
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Uma das defesas da NFL é que o retorno financeiro costuma vir depois. Historicamente, apresentações no Super Bowl impulsionaram audições em plataformas digitais e vendas de discos.
Após dividir o palco em 2020, Shakira e Jennifer Lopez registraram saltos expressivos no streaming. Já Justin Timberlake viu suas vendas crescerem mais de 500% depois da performance em 2018.
O impacto foi além da música. Espetáculos recentes renderam prêmios Emmy para artistas e produtores, reforçando o valor simbólico e comercial do palco mais cobiçado da televisão americana.
Em 2015, a NFL chegou a cogitar cobrar dos músicos para se apresentarem, proposta que envolveu nomes como Katy Perry e acabou abandonada após reação negativa.
Anos depois, outro episódio gerou controvérsia: metade dos dançarinos do show de The Weeknd em 2021 atuou inicialmente sem remuneração, situação que levou a mudanças nas regras e maior supervisão sindical.
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Além da atração principal, o Super Bowl trouxe um elenco estrelado antes do início da partida. Em 2026, participaram nomes como Charlie Puth, Brandi Carlile, Coco Jones e a banda Green Day — todos submetidos à mesma política da NFL.
A escolha de Bad Bunny gerou reações políticas e culturais. Parte do público conservador criticou o fato de o artista não cantar em inglês, algo inédito para uma atração principal do intervalo. Artistas latinos já haviam marcado presença em outras edições, mas nunca como protagonistas absolutos.
Apesar das críticas, a NFL manteve a aposta. O comissário Roger Goodell saiu em defesa do cantor e afirmou que ele é um dos maiores artistas do mundo e compreende a dimensão da plataforma que o Super Bowl oferece para unir públicos por meio da criatividade e do talento.
Para o mercado publicitário e para a indústria musical, o episódio reforçou a lógica que sustenta o intervalo mais famoso da televisão: não foi o cachê imediato que moveu o palco, mas o impacto comercial capaz de redefinir carreiras após poucos minutos diante de centenas de milhões de espectadores.
(*com informações da People)
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