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Quem é Morgan McSweeney, braço direito do primeiro-ministro britânico, que renunciou após escândalo do caso Epstein
Publicado 10/02/2026 • 06:38 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 10/02/2026 • 06:38 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: Reuters
Caso Epstein: principal assessor do primeiro-ministro britânico renuncia após repercussões do escândalo; veja detalhes
Os escândalos envolvendo Jeffrey Epstein retornam as atenções mesmo após o falecimento do americano. Considerado um dos maiores episódios de abusos sexuais e tráfico humano da história dos EUA, o caso Epstein vai além da participação do financista.
Segundo o The Wall Street Journal, o chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, Morgan McSweeney renunciou do cargo no último domingo (08) devido à pressão sobre o premiê após nomear Peter Mandelson, antigo amigo de Epstein, como embaixador do Reino Unido nos EUA.
Leia mais: Arquivos dos EUA expõem laços entre secretário de Comércio e Epstein após condenação de 2008
Morgan McSweeney é um assessor político britânico que serviu como chefe de gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, um dos cargos mais influentes no funcionamento do governo responsável por coordenar a equipe do premiê e aconselhá-lo em decisões estratégicas.
Conforme o jornal The Times, McSweeney nasceu em Macroom, no condado de Cork, teve uma infância confortável, filho de um contador e de uma funcionária de escritório aposentada.
Na adolescência, mudou-se para Londres, onde trabalhou em canteiros de obras antes de ingressar na London School of Economics. Conforme o livro Get In, abandonou o curso, passou seis meses em um kibutz em Israel e depois voltou ao Reino Unido para se formar em política e marketing pela Middlesex University.
Após a graduação, entrou no Partido Trabalhista durante a liderança de Tony Blair, atuando inicialmente em um cargo júnior na sede da sigla.
McSweeney fez carreira como estrategista do Partido Trabalhista, ganhando destaque em campanhas locais que retomaram o controle de conselhos e barraram a extrema-direita. Após um revés em 2015, tornou-se peça-chave na ascensão de Keir Starmer, ajudando a reposicionar o partido e a afastar aliados de Jeremy Corbyn.
Como diretora de campanha, liderou a estratégia das eleições de 2024, focada em eleitores pró-Brexit e distritos decisivos. O plano resultou em uma vitória histórica, com mais de 200 cadeiras conquistadas, apesar do avanço limitado na votação nacional.
Conforme a BBC, antes de sua renúncia neste ano, McSweeney era visto como uma figura importante na vitória do Partido Trabalhista nas eleições de 2024, tendo desempenhado papel importante nas estratégias da campanha de Starmer e no fortalecimento da sua liderança política.
Sua saída do cargo ocorreu em meio a uma grande crise política desencadeada pelo caso Epstein, depois que ele admitiu ter aconselhado o premiê a nomear Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos.
McSweeney assumiu a responsabilidade pela indicação e considerou a decisão um erro que prejudicou o partido, o país e a confiança na política, argumento que motivou sua renúncia.
O início da pressão está diretamente ligada após Mandelson, de 72 anos, assumir o cargo de alta importância no Reino Unido. O incomodo gerado se dá pelo envolvimento do nome do parlamentar com documentos divulgados sobre os escândalos de Jeffrey Epstein.
Starmer atravessa o momento mais delicado de seus 18 meses à frente do governo, diante de críticas ao após a divulgação de documentos do arquivo de Jeffrey Epstein.
Os registros indicam que Mandelson, indicado por Starmer, teria compartilhado informações confidenciais de mercado com o criminoso sexual condenado enquanto ocupava o cargo de secretário de Negócios do Reino Unido.
Os documentos do arquivo de Jeffrey Epstein, tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, revelam que Mandelson manteve uma relação próxima com o financista por um longo período, mesmo após a primeira prisão de Epstein por crimes sexuais, em 2008.
As mensagens também indicam que, entre 2009 e 2010, Mandelson teria repassado a Epstein e-mails oficiais do governo contendo informações sensíveis sobre o mercado. A prática de acesso a informações restritas era fortemente procurada por Epstein, que ao longo da sua vida, participou de negócios totalmente sigilosos.
Jeffrey Epstein foi um financista americano que ficou famoso pela carreira envolvendo uma fortuna milionária e um dos maiores escândalos recentes dos Estados Unidos. Epstein foi acusado de abusar sexualmente de centenas de jovens, além de também estar ligado a tráfico humano.
O americano tirou a própria vida em uma tentativa de enforcamento após retornar para a prisão nos EUA em 2009. Desde então, os documentos envolvendo Epstein são constantemente alvos de pressão públicas para serem divulgadas mais informações do acusado e de celebridades envolvidas, entre elas, o presidente americano, Donald Trump.
Leia mais: Quem foi Jeffrey Epstein, o financista americano ligado a acusações de tráfico sexual de menores
Segundo o WSJ, Na última semana, Starmer declarou que Mandelson o havia mentido ao minimizar a real relação com Epstein e reconheceu o erro ao pedir desculpas pela nomeação.
McSweeney disse assumir integralmente a responsabilidade por recomendar ao primeiro-ministro a nomeação de Mandelson para o cargo de embaixador em 2024. O diplomata acabou sendo afastado da função no ano passado após a ligação com os escândalos de Jeffrey Epstein. “Foi errado nomear Peter Mandelson. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a confiança na política. Eu recomendei essa decisão e assumo total responsabilidade”, disse.
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