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Secretário de Comércio do governo Trump, Lutnick admite ter visitado a ilha de Jeffrey Epstein
Publicado 10/02/2026 • 13:50 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 10/02/2026 • 13:50 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Roberto Schmidt/AFP
Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick.
O secretário de Comércio do governo do presidente Donald Trump, Howard Lutnick, admitiu nesta terça-feira (10) que ele e sua família almoçaram, anos atrás, na ilha privada do notório criminoso sexual Jeffrey Epstein.
“Eu almocei com ele, sim, quando estava em um barco atravessando a região durante umas férias em família”, disse Lutnick em depoimento ao Comitê de Apropriações do Senado, referindo-se ao ano de 2012.
“Minha esposa estava comigo, assim como meus quatro filhos e as babás”, afirmou. “Havia outro casal conosco. Eles também estavam lá, com seus filhos.”
“E nós almoçamos na ilha, isso é verdade, por uma hora”, disse.
“E saímos todos juntos, meus filhos, as babás e minha esposa. Estávamos em férias em família”, acrescentou.
Leia também: Quem foi Jeffrey Epstein, o financista americano ligado a acusações de tráfico sexual de menores
A admissão do secretário ocorre em meio a pedidos bipartidários para que ele renuncie, após a divulgação de documentos que mostram que sua relação comercial e pessoal com Epstein foi mais ampla do que se sabia anteriormente.
Lutnick já havia afirmado que cortou relações com Epstein depois de 2005 — anos antes de Epstein se declarar culpado, em 2008, de uma acusação em âmbito estadual por aliciar uma menor para prostituição, o que o obrigou a se registrar como criminoso sexual.
No entanto, análises do mais recente conjunto de arquivos sobre Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça, mostram que Lutnick e Epstein mantiveram contato anos depois.
Em dezembro de 2012, Epstein convidou Lutnick para almoçar em sua ilha privada no Caribe, segundo os documentos. Os dois também mantiveram relações comerciais até pelo menos 2014, informou a CBS News.
Epstein morreu por suicídio na prisão em 2019, enquanto enfrentava acusações federais de tráfico sexual.

Em seu depoimento na manhã de terça-feira ao subcomitê de comércio, justiça, ciência e agências relacionadas do Comitê de Apropriações, Lutnick insistiu que “mal teve qualquer relação com essa pessoa”.
“Estou aqui para deixar claro que conheci Jeffrey Epstein quando ele se mudou — ou melhor, quando eu me mudei — para uma casa ao lado da dele em Nova York”, afirmou o secretário.
Leia também: As personalidades mencionadas nos arquivos de Epstein
“Ao longo dos 14 anos seguintes, eu o encontrei outras duas vezes de que me lembro, duas vezes”, disse. “Então, seis anos depois, eu o encontrei, e um ano e meio depois disso, encontrei novamente, e nunca mais.”
“Provavelmente, no total — e vocês viram todos esses documentos, milhões e milhões de documentos — pode haver uns 10 e-mails me conectando a ele… ao longo de um período de 14 anos.”
“Eu não tive nenhum relacionamento com ele”, afirmou Lutnick.
O senador Chris Van Hollen, democrata de Maryland e principal membro da oposição no subcomitê, respondeu: “Não há indicação de que o senhor tenha se envolvido pessoalmente em qualquer irregularidade com Jeffrey Epstein. O problema é o fato de o senhor ter… enganado o país e o Congresso com base em declarações anteriores, sugerindo que havia cortado todo o contato, quando, na realidade, isso não ocorreu.”
Questionado por Van Hollen se viu algo inapropriado durante a visita à ilha, Lutnick disse que não.
“A única coisa que eu vi, junto com minha esposa, meus filhos, o outro casal e os filhos deles, foi a equipe que trabalhava para o senhor Epstein naquela ilha”, afirmou.
Van Hollen perguntou se Lutnick se comprometeria a compartilhar com o Congresso seus próprios registros relacionados a Epstein, para “garantir que o arquivo esteja completo”.
“Com certeza posso conversar sobre isso. Não tinha pensado nisso”, disse Lutnick, acrescentando: “Não tenho nada a esconder. Absolutamente nada.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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