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Rússia anuncia restrições ao Telegram por “violação” da lei; entenda

Publicado 10/02/2026 • 22:23 | Atualizado há 4 horas

AFP

KEY POINTS

  • A agência Roskomnadzor anunciou restrições progressivas ao Telegram na Rússia, alegando que a plataforma falha no combate ao uso do serviço para fins terroristas.
  • O fundador Pavel Durov criticou a medida, afirmando que o governo tenta forçar a migração para o aplicativo Max, facilitando a vigilância e a censura política.
  • A Rússia, que ocupa a 171ª posição no ranking de liberdade de imprensa, já bloqueou o WhatsApp, Facebook e Instagram, além de restringir o uso de VPNs.
Telegram

O fundador do aplicativo Telegram denunciou nesta terça-feira as restrições anunciadas pelas autoridades russas sobre o mensageiro, vendo nelas um atentado à “liberdade dos cidadãos” e uma tentativa de forçar os russos a migrar para uma rede local mais fácil de controlar.

As autoridades russas acusam o Telegram de uma “violação” da lei russa, especificamente de não fazer o suficiente para impedir o seu uso para “fins terroristas”.

Fundado pelo russo Pavel Durov, que adquiriu a nacionalidade francesa, o Telegram é um dos dois serviços de mensagens mais populares na Rússia, junto com o Whatsapp, cujo funcionamento está quase totalmente bloqueado no país desde janeiro pelos mesmos motivos.

“Restringir a liberdade dos cidadãos nunca é a solução certa. O Telegram defende a liberdade de expressão e a privacidade, independentemente das pressões”, denunciou Durov em sua plataforma.

Ele acusa a Rússia de tentar “forçar seus cidadãos a migrar para um aplicativo controlado pelo Estado, projetado para a vigilância e a censura política“.

A Agência Russa de Supervisão de Telecomunicações (Roskomnadzor) acusa o Telegram de não tomar “nenhuma medida real” para “combater a fraude e o uso das mensagens para fins criminosos e terroristas“.

“Por esta razão (…), a Roskomnadzor continuará a implementar restrições progressivas a fim de obter o cumprimento da lei russa e garantir a proteção dos cidadãos“, afirmou em comunicado nesta terça-feira.

Leia também: Rússia impõe restrições a chamadas no WhatsApp e Telegram

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou a continuação de uma “estratégia de estrangulamento da circulação de informação”, lembrando que a Rússia ocupa o 171º lugar entre 180 no Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa. A Anistia Internacional criticou a medida como um “novo golpe contra a liberdade de expressão”.

Isolamento

No verão passado, a Rússia já havia proibido os usuários de fazer chamadas pelo Telegram e pelo Whatsapp (propriedade da Meta), como parte de uma repressão contra redes sociais de proprietários estrangeiros.

As fraudes via aplicativos de mensagens são frequentes na Rússia. As autoridades também acusam Kiev de recrutar russos através destas plataformas para cometer atos de sabotagem em troca de remuneração.

No entanto, várias contas de observadores militares russos no Telegram criticaram as restrições nesta terça-feira, temendo que resultem numa perda de influência da narrativa pró-Kremlin no cenário informacional global.

“O sistema de informação russo está se tornando cada vez mais fechado em si mesmo e é improvável que tenha qualquer impacto no exterior”, reagiu a conta Dva Maïora, seguida por 1,2 milhão de usuários.

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Segundo esta fonte, “serão agora os nossos especialistas do Ministério dos Negócios Estrangeiros” que “comunicarão ao mundo a posição das pessoas” na Rússia e “não as próprias pessoas”.

O Telegram é o principal canal de difusão de muitos canais de militantes pró-Kremlin. Estes conteúdos em língua russa também são visíveis para a população na Ucrânia, onde o aplicativo também é muito popular.

Alternativa do Kremlin

Unidades militares russas utilizam a ferramenta para se comunicarem publicamente ou para trocarem informações entre soldados em grupos privados.

Como outras contas, a Dva Maïora aconselhou seus assinantes nesta terça-feira a transferirem todas as suas conversas do Telegram para o Max, um novo mensageiro promovido por Moscou, mas que por enquanto é muito menos popular.

Oferecido pela gigante russa de redes sociais VK desde 2025, o Max é apresentado como um super-aplicativo que dá acesso tanto a serviços administrativos quanto a compras online.

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As autoridades insistem na importância de cortar a dependência russa de plataformas estrangeiras que armazenam dados. No entanto, o Max não oferece criptografia de ponta a ponta, e advogados alertaram para o risco de o aplicativo se tornar uma ferramenta poderosa de vigilância.

A Rússia intensificou nos últimos anos as medidas que restringem a liberdade de expressão na internet, que durante muito tempo foi um dos últimos espaços onde vozes críticas podiam se expressar livremente.

No final de julho, o presidente russo Vladimir Putin promulgou uma lei que pune pesquisas na internet por conteúdos classificados como “extremistas” e que proíbe a promoção de VPNs, sistemas amplamente utilizados na Rússia para contornar a censura.

Desde 2024, a plataforma de vídeos YouTube só é acessível na Rússia através de uma VPN. E desde 2022, as redes sociais Facebook e Instagram, do grupo americano Meta (declarado “extremista” na Rússia), também estão bloqueadas.

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