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Suzano registra melhora no 4T25 e anuncia recompra de até 40 milhões de ações

Publicado 11/02/2026 • 08:40 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Volume de celulose cresce no 4T25 e caixa livre avança na comparação trimestral
  • Recompra pode alcançar 40 milhões de ações, 6,5% do free float
Suzano

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A Suzano encerrou o quarto trimestre de 2025 com uma melhora operacional, mas ainda pressionada por preços da celulose no mercado internacional e pelo câmbio. A companhia reportou EBITDA ajustado de R$ 5,6 bilhões no 4T25, alta de 7% frente ao 3T25, mas queda de 14% na comparação anual.

A receita líquida somou R$ 13,1 bilhões, avanço de 8% na comparação trimestral e retração de 8% na base anual. A margem EBITDA ficou em 43%, três pontos percentuais abaixo do 4T24.

Segundo a Ativa Investimentos, o resultado mostrou estabilização operacional, mas o que mais chamou atenção foi a disciplina de oferta para 2026 e o anúncio de recompra de ações.

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Suzano amplia volume no 4T25

As vendas totais da Suzano atingiram 3,88 milhões de toneladas no trimestre, alta de 8% frente ao 3T25 e 4% acima do 4T24.

No detalhamento:

  • Celulose: 3,406 milhões de toneladas (+4% a/a)
  • Papel: 474 mil toneladas (+10% a/a)

O volume maior sustentou avanço na geração de caixa livre, que levou o Free Cash Flow Yield para 16,7% (UDM), alta de 1,7 ponto percentual frente ao 4T24.

A geração de caixa operacional foi de R$ 3,7 bilhões no trimestre, crescimento de 7% t/t, mas queda de 24% na comparação anual.

Preços ainda pressionam margens

Apesar da melhora de volume, os preços seguiram pressionados.

O preço médio líquido de celulose no mercado externo foi de US$ 538 por tonelada, queda de 8% frente ao 4T24.

No papel, o preço médio foi de R$ 6.845 por tonelada, recuo de 1% a/a.

O EBITDA ajustado por tonelada de celulose ficou em R$ 1.409/t (-19% a/a), enquanto o de papel foi de R$ 1.655/t (-5% a/a).

A apreciação do real no período também reduziu a conversão das receitas em dólar, contribuindo para compressão das margens.

Por outro lado, o custo caixa de produção de celulose, sem paradas, recuou 4% a/a, para R$ 778 por tonelada.

Lucro impactado e alavancagem estável

O lucro líquido foi de R$ 116 milhões no trimestre, queda de 94% frente ao 3T25 e forte deterioração na comparação anual.

No acumulado de 2025, porém, a companhia reportou lucro líquido de R$ 13,4 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 7,0 bilhões em 2024.

A dívida líquida/EBITDA ajustado fechou o trimestre em 3,2x em reais, estável frente ao 3T25 e levemente abaixo do 4T24 (3,3x).

Em dólar, a alavancagem ficou em 3,2x, acima dos 2,9x registrados um ano antes.

O ROIC (retorno sobre capital investido) em base UDM foi de 11,5%, queda de 1,8 ponto percentual frente ao 4T24.

Oferta 3,5% menor em 2026

Além do resultado, a Suzano confirmou que manterá a oferta de celulose 3,5% inferior ao potencial produtivo ao longo de 2026.

A Ativa Investimentos avalia a decisão como adequada para o estágio atual do ciclo global de celulose, ainda marcado por excesso de capacidade e volatilidade de preços.

Em um setor historicamente sensível à oferta marginal, a restrição de 3,5% pode ajudar a sustentar preços e preservar spreads industriais.

Recompra de 40 milhões de ações

A Suzano anunciou novo programa de recompra que pode atingir até 40 milhões de ações, equivalente a cerca de 6,5% do free float.

Para a Ativa, a recompra:

  • reforça disciplina na alocação de capital
  • adiciona suporte técnico relevante às ações
  • reduz risco de movimentos de M&A no curto prazo

A casa não vê o resultado do 4T25, isoladamente, como gatilho para reprecificação relevante do papel. No entanto, a combinação entre restrição de oferta e recompra tende a sustentar leitura mais construtiva no curto prazo. Em horizonte de 24 meses, SUZB3 negocia com desconto apenas moderado frente à média histórica de três anos em EV/Ebitda. A recomendação da Ativa permanece Neutra.

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