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Heineken: CEO afirma à CNBC que cortes são “fundamentais” para garantir lucros e financiar IA

Publicado 11/02/2026 • 17:55 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, confirmou nesta quarta-feira (11) que planeja demitir entre 5 mil e 6 mil funcionários nos próximos dois anos.
  • Em conteúdo exclusivo da CNBC, o CEO da companhia, Dolf van den Brink, afirmou que a meta é economizar entre 400 milhões e 500 milhões de euros (cerca de R$ 2,47 bilhões a 3,09 bilhões, na cotação atual) anualmente.
  • "Isso é fundamental para atender às expectativas de lucro e permitir investimentos em nossas marcas premium e na digitalização", destacou Brink à CNBC.

A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, confirmou nesta quarta-feira (11) que planeja demitir entre 5 mil e 6 mil funcionários nos próximos dois anos. A medida, que representa cerca de 7% de seu quadro global, faz parte da estratégia Evergreen, voltada para a recuperação da produtividade e eficiência operacional após um ano de queda no volume de vendas, que recuou 1,2% em 2025.

Em conteúdo exclusivo da CNBC, o CEO da companhia, Dolf van den Brink, afirmou que a meta é economizar entre 400 milhões e 500 milhões de euros (cerca de R$ 2,47 bilhões a 3,09 bilhões, na cotação atual) anualmente. Segundo o executivo, os cortes envolvem o enxugamento da sede global e o fechamento de cervejarias, especialmente na Europa.

“Isso é fundamental para atender às expectativas de lucro e permitir investimentos em nossas marcas premium e na digitalização“, destacou Brink à CNBC.

Digitalização e inteligência artificial no modelo operacional

A reorganização da gigante holandesa será fortemente impulsionada pela tecnologia. De acordo com a CNBC, cerca de 3 mil funções serão migradas para serviços empresariais integrados.

Van den Brink ressaltou que a digitalização e a Inteligência Artificial (IA) serão ferramentas essenciais para as economias de produtividade, permitindo que a empresa opere com maior velocidade e agilidade no mercado global de bebidas.

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No Brasil, o cenário reflete os desafios enfrentados pela marca em 2025, quando as vendas no país registraram queda de dois dígitos.

No consolidado das Américas, o volume de cerveja recuou 7,4%, impactado por um consumo mais contido. Apesar da retração nas vendas, o lucro operacional da Heineken subiu 4,4% no último ano, atingindo 4,3 bilhões de euros, impulsionado pela valorização da moeda e cortes de gastos prévios.

Transição no comando e perspectivas para 2026

O anúncio das demissões ocorre em um período de transição na liderança da companhia. Após seis anos no cargo, Dolf van den Brink renunciou à presidência executiva, com saída prevista para o dia 31 de maio. O executivo, que assumiu o posto no início da pandemia, permanecerá como consultor por oito meses para auxiliar na sucessão e na implementação do novo cronograma de investimentos e cortes.

Para o próximo ciclo, a Heineken projeta um crescimento modesto no lucro operacional, entre 2% e 6%, ficando abaixo das expectativas anteriores do mercado. A empresa reiterou que a intervenção nos custos é necessária para financiar o crescimento a longo prazo.

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