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Ibovespa B3 fecha em recorde histórico aos 189 mil pontos com fluxo estrangeiro
Publicado 11/02/2026 • 18:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/02/2026 • 18:04 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Em mais um dia histórico para o mercado brasileiro, o Ibovespa B3 avançou 2,03%, aos 189.699,12 pontos, em uma alta expressiva de 3.769,79 pontos, e ao longo do dia, ultrapassou pela primeira vez acima dos 190 mil pontos na história.
Durante o pregão, o índice renovou sucessivas máximas e atingiu 190.561 pontos, estabelecendo também um novo recorde intradiário. O movimento marca a quebra definitiva da barreira anterior, que estava na casa dos 186 mil pontos no fechamento.
O avanço foi liderado pelas ações de maior peso no índice. Petrobras subiu 1,95%, Vale avançou 3,49%, Itaú ganhou 1,96% e Bradesco teve alta de 2,96%, reforçando o protagonismo das blue chips no rali histórico.
Entre as maiores altas do dia, destaque para Suzano, que disparou 13,32%, impulsionada por resultados acima das expectativas e perspectivas positivas para 2026. Também avançaram com força São Martinho (+9,8%), CVC (+8,8%), TIM (+7,85%) e Klabin (+6%).
Na ponta negativa, as quedas foram moderadas diante da forte alta do índice. Méliuz caiu 2,3%, Totvs recuou 1,75%, LWSA perdeu 1,44% e Hapvida fechou com baixa de 1,24%.
O desempenho reforça a leitura de entrada consistente de capital estrangeiro, que tradicionalmente prioriza empresas de maior liquidez, maior previsibilidade e governança alinhada a padrões internacionais.
O rali ocorreu mesmo após a divulgação do payroll nos Estados Unidos, que veio muito acima do esperado e, em tese, reduziria a probabilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve no curto prazo.
Para Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital, o principal gatilho doméstico foi a leitura política.
“Hoje a bolsa registra uma alta bastante expressiva e renovou máximas históricas. O maior motivo desse movimento, na minha visão, está relacionado à nova pesquisa da Quaest. O mercado interpretou como positivo o estreitamento do cenário eleitoral”, afirmou.
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Sobre o dado americano, ele destacou que o número praticamente afasta cortes imediatos pelo Fed.
“O payroll veio praticamente três vezes acima das projeções. Isso eliminou, na minha opinião, qualquer possibilidade de corte de juros em março. O primeiro corte agora deve ocorrer apenas na metade do ano”.
Mesmo assim, o mercado brasileiro manteve tração. Segundo Gass, o movimento no câmbio e na curva de juros evidencia esse fluxo.
“O movimento do dólar e da curva de juros reflete claramente a entrada de fluxo estrangeiro. O fator eleitoral contribui bastante e, na minha visão, é o principal impulsionador desse movimento mais otimista”.
O desempenho corporativo também ajudou a sustentar o recorde. Suzano foi destaque absoluto após reverter prejuízo anterior e apresentar um guidance positivo para 2026. TIM avançou com força após lucro robusto, com destaque para crescimento no pós-pago.
Já Eneva, que havia sofrido forte queda no pregão anterior, recuperou parte das perdas após sinalização do governo de que pode revisar parâmetros do leilão de energia, reduzindo incertezas para o setor.
O movimento reforça a chamada rotação global de capital para mercados emergentes, em um ambiente de dólar estruturalmente mais fraco e diferencial de juros ainda elevado no Brasil.
Declarações recentes do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçando prudência, mas mantendo a sinalização de início do ciclo de cortes da Selic, ajudaram a ancorar expectativas.
Mesmo com o payroll forte nos EUA, o Ibovespa B3 mostrou resiliência, confirmando que o fluxo comprador segue dominante e que o índice entra em um novo patamar histórico acima dos 190 mil pontos.
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com recuo de 0,18%, cotado a R$ 5,187, após oscilar entre R$ 5,169 e R$ 5,204.
A moeda chegou a ganhar força após o payroll forte nos EUA, mas perdeu tração ao longo do dia com a entrada de fluxo estrangeiro na bolsa brasileira e ajustes técnicos no mercado global.
De acordo com David Martins, diretor de investimentos da Brasil Wealth, esse movimento foi amplamente ditado pelo fluxo estrangeiro, que segue o ritmo positivo observado desde o ano passado. Martins ressaltou que o investidor global tem demonstrado uma “fome por mercado emergente”, o que permitiu ao Brasil se destacar perante seus pares internacionais.
Em sua análise, Martins destacou que a composição da bolsa brasileira, com mais de 60% de ativos atrelados a commodities e bancos, favorece a entrada de capital externo devido à alta liquidez desses papéis. “O investidor estrangeiro gosta muito dessa possibilidade de ir, efetuar a compra, e aí, quando tiver uma alta expressiva, ele consegue vender com facilidade“, explicou o diretor.
Ele pontuou que nomes como Petrobras e Vale são os alvos preferenciais nesse cenário tático, beneficiando-se da valorização das matérias-primas e da readequação de portfólios globais.
Sobre o futuro do índice, David Martins observou que, embora as projeções de diversas instituições financeiras apontem para o patamar dos 200 mil ou 210 mil pontos, o ritmo atual sugere que essa marca pode ser atingida antes do esperado.
Ele ponderou, contudo, que há uma diferença de comportamento entre os perfis de investidores: enquanto o estrangeiro demonstra uma “euforia” com a renda variável, o investidor local ainda mantém uma alocação conservadora em renda fixa, tendo “desmontado posições” na bolsa nos últimos meses.
O diretor concluiu reforçando que a perspectiva de queda de juros em março é um forte catalisador para a continuidade do otimismo, especialmente para empresas de economia real que estão alavancadas. “A gente tem ainda um tom otimista com essa bolsa“, afirmou Martins, ressaltando que o principal divisor de águas para a mudança de humor ou aumento da volatilidade deve ocorrer a partir de abril, com a definição dos candidatos para as eleições de outubro.
Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o recorde alcançado pela bolsa não deve ser visto como um número isolado, mas como o reflexo de uma “combinação bastante positiva entre fluxo consistente de capital estrangeiro” e fundamentos sólidos. Ele destaca que o índice foi impulsionado pelo peso das blue chips, como Vale e Petrobras, que se beneficiaram de expectativas favoráveis para o setor de energia e commodities.
Lima aponta ainda que a percepção de estabilidade nos dados domésticos, com a inflação controlada, atrai investidores que buscam retorno em mercados emergentes em meio a um cenário de crescimento global modesto.
Na visão do especialista, a sinalização de um ciclo gradual de cortes de juros melhora o custo de capital e fortalece os balanços corporativos, o que amplia a confiança nos lucros das empresas brasileiras. “O recorde de fechamento da Bolsa é o resultado de um cenário em que investidores combinam confiança em lucros corporativos relevantes e expectativas de continuidade de um mercado mais atrativo para ativos de risco“, explica o analista.
Esse conjunto de fatores torna o Brasil um destino preferencial em comparação com mercados que ainda enfrentam juros elevados e perspectivas incertas para fevereiro 2026.
Complementando essa análise, Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, ressalta que o Ibovespa demonstrou força ao superar os 190 mil pontos no intraday, fechando o pregão impulsionado não apenas pelas gigantes do setor extrativista, mas também pelo avanço de empresas como Suzano e TIM.
Rios observa que esse movimento comprador teve impacto direto no câmbio, fazendo com que o dólar recuasse perante o real. Para o executivo, “o fechamento recorde aqui no Brasil reforça que a bolsa continua atraente para investidores”, evidenciando um clima de confiança que se mantém firme apesar de indicadores globais mistos.
Rios também traça um paralelo com o cenário externo, notando que, enquanto o Brasil renovava máximas, os mercados nos Estados Unidos operaram com cautela após dados de emprego surpreenderem positivamente. Segundo ele, esses números reduziram as apostas de cortes de juros no curto prazo por lá, contrastando com o ciclo de entrada de capital visto por aqui.
“Há uma leitura de que o clima de confiança no Brasil continua forte”, afirma o CEO, destacando que a combinação de indicadores corporativos sólidos e fluxo estrangeiro consolidou o protagonismo da bolsa brasileira.
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