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Entenda os motivos do aumento projetado na conta de luz em 2026
Publicado 12/02/2026 • 11:39 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 12/02/2026 • 11:39 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Marcello Casal Jr Agência Brasil
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A energia elétrica pode ter reajuste médio de 7,64% em 2026, quase o dobro da inflação projetada pelo mercado, estimada em 3,99%. A previsão é da consultoria Thymos Energia e indica que, em algumas distribuidoras, os aumentos podem superar 13%.
Entre os maiores reajustes projetados estão Neoenergia Pernambuco (13,12%), CPFL Paulista (12,50%) e Enel Ceará (10,66%).
Apesar das estimativas, o percentual final ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
“São projeções baseadas nas variáveis que compõem a tarifa. O valor que chega à conta do consumidor ainda passa pelo processo regulatório da Aneel”, afirmou Lucas Paiva, engenheiro elétrico e COO da Lead Energy, ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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Cada distribuidora possui uma data anual de revisão tarifária, conhecida como “aniversário da tarifa”. Nesse período, a Aneel analisa custos operacionais, contratos e encargos setoriais.
Segundo Paiva, os contratos de compra de energia firmados pelas distribuidoras são indexados a indicadores como IPCA e IGP-M. “Se esses indexadores sobem, o custo da energia contratada também sobe e isso é repassado à tarifa”, explica.
Além da compra de energia, a conta inclui a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, que remunera o serviço prestado pelas concessionárias.
Um dos componentes que mais impactam a conta é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Ela financia políticas públicas do setor, como tarifa social, subsídios a fontes renováveis e atendimento a sistemas isolados.
“Tudo isso é pago por meio da CDE, que entra na conta de luz de todos os consumidores. Ela costuma ter reajustes relevantes e continua pressionando a tarifa para cima”, afirma Paiva.
Outro fator relevante são as perdas técnicas e não técnicas, que incluem furtos de energia.
“Essa energia é gerada e precisa ser paga à usina. O custo acaba sendo dividido entre todos os consumidores. Não há como absorver isso sem impacto tarifário”, diz o especialista.
Em algumas regiões, as perdas podem alcançar cerca de 7% do consumo da distribuidora.
Os percentuais projetados consideram apenas a tarifa base. O consumidor ainda pode ser impactado pelas bandeiras tarifárias.
“Se houver bandeira amarela ou vermelha, haverá cobrança adicional além do reajuste da tarifa”, afirma Paiva.
O risco de acionamento é considerado elevado. As chuvas nos reservatórios estão abaixo da média histórica, reduzindo a oferta hidrelétrica e elevando os preços no mercado livre.
“Os preços da energia no mercado livre estão muito altos e seguem em alta. Isso reflete o cenário hidrológico, com reservatórios pressionados”, explica.
Com menor volume de água, aumenta a necessidade de acionamento de usinas térmicas, cujo custo de geração é maior e impacta diretamente a conta final.
Se confirmadas as projeções, a alta da energia pode pressionar o orçamento das famílias e os custos das empresas em 2026.
O reajuste médio estimado de 7,64% pode variar conforme a distribuidora e o comportamento das bandeiras tarifárias ao longo do ano.
A definição final dependerá das revisões individuais aprovadas pela Aneel, mas o conjunto de variáveis já indica um cenário de maior pressão sobre a conta de luz no próximo ano.
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