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Presidente do Bundesbank aponta efeitos globais da pressão política sobre o Fed
Publicado 12/02/2026 • 21:51 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 12/02/2026 • 21:51 | Atualizado há 4 horas
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Wikipédia Commons
O presidente do Bundesbank e membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), Joachim Nagel, emitiu um alerta contundente sobre os perigos da interferência política na autoridade monetária.
Segundo Nagel, a crescente pressão sobre o Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos pode desencadear um efeito dominó, elevando a inflação em escala global e comprometendo a estabilidade econômica de diversos países.
Para o dirigente, o sucesso de pressões políticas sobre o banco central norte-americano poderia servir de um “modelo” negativo para outras nações, e ele foi enfático ao relacionar a autonomia institucional ao controle de preços, afirmando que quanto mais independente for um banco central, menor será a inflação.
Nagel destacou que o acirramento da competição geopolítica tem levado governos a pressionar autoridades monetárias para que priorizem objetivos fiscais (financiamento de gastos públicos) em vez do combate à inflação. Caso essa tendência se consolide, o mundo poderá enfrentar um retrocesso nas metas de preços, afetando o poder de compra global.
Embora a independência do Eurosistema esteja protegida pelo direito primário da União Europeia, Nagel afirmou que o bloco não está imune. “Permaneceremos sempre vigilantes em relação à nossa própria independência”, garantiu, lembrando que choques geopolíticos, como a invasão da Ucrânia, já provaram quão volátil a inflação pode ser quando as cadeias de suprimento e energia são afetadas.
A Ameaça das Stablecoins e a “Dolarização Digital”
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Além das pressões políticas tradicionais, Nagel apontou um novo flanco de risco para a soberania europeia: o mercado de ativos digitais. Ele revelou que menos de 1% das stablecoins em circulação são denominadas em euros, enquanto a esmagadora maioria é atrelada ao dólar.
O Bundesbank demonstra preocupação com essa disparidade por dois motivos principais: primeiro, a dolarização da economia, já que a substituição do uso do euro por stablecoins em dólar poderia enfraquecer a soberania da região; e segundo, a perda de eficácia, pois a política monetária do BCE teria menos tração se cidadãos e empresas passassem a utilizar moedas digitais estrangeiras em suas transações cotidianas.
Para contrapor esse cenário, Nagel defendeu que a Europa se antecipe tecnologicamente, sugerindo estratégias como a criação de uma CBDC no atacado, voltada para grandes transações financeiras; o incentivo a depósitos tokenizados, apoiando tecnologias de registro distribuído (DLT) para modernizar o sistema de pagamentos; e a continuidade na redução do balanço do BCE, garantindo maior “margem de manobra” em crises futuras.
O mercado de stablecoins já ultrapassa os US$ 300 bilhões, e Nagel reconhece suas vantagens em eficiência e programabilidade, mas reitera que a inovação não pode custar a autonomia das moedas nacionais.
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