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Entrada de capital estrangeiro anima mercado, mas não garante retomada dos IPOs no Brasil
Publicado 16/02/2026 • 11:22 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/02/2026 • 11:22 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A entrada recente de capital estrangeiro na Bolsa brasileira reacendeu no mercado a expectativa de retomada das aberturas de capital, após cerca de quatro anos de paralisação. Para Alexandre Matias, estrategista-chefe da Monte Bravo, o fluxo ajuda a melhorar o ambiente, mas ainda não assegura uma nova onda de IPOs.
“Ajuda no sentido de que trouxe um renovado interesse para a Bolsa, mudou o patamar de avaliação das empresas”, disse, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (16).
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Além disso, o Ibovespa acumulou valorização superior a 50% em 12 meses, criando “um clima muito positivo” para o mercado de capitais.
No entando, ele pondera que a demanda ainda é frágil. “O estrangeiro não é um grande comprador de IPOs e o doméstico ainda está muito retraído”, disse.
Como exemplo, destacou que, em janeiro, enquanto entraram R$ 26,5 bilhões de investidores internacionais, quem vendeu ações foram os agentes locais, como instituições financeiras, pessoas físicas e bancos. Segundo ele, o investidor doméstico permanece cético quanto à continuidade do movimento, especialmente diante das incertezas fiscais previstas para os próximos anos.
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Matias afirma que há empresas prontas para abrir capital, mas o custo do dinheiro no país ainda é um obstáculo. “Você começa pelo nível de juros no Brasil, a taxa de 15%; uma emissão dificilmente sai com um custo menor do que 20%, 22%. É um custo de capital extremamente elevado.”
Nesse cenário, operações como IPOs e follow-ons podem se tornar alternativas mais baratas de financiamento. “Do lado da oferta de IPOs, as condições são ideais. O problema é do lado da demanda.”
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