Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Bolsa argentina dispara em meio à greve: vale a pena investir no país?
Publicado 19/02/2026 • 23:51 | Atualizado há 3 horas
Clima tenso: CEOs de OpenAI e Anthropic evitam dar as mãos em cúpula de IA na Índia
Apple é processada nos EUA por suposta falha em impedir material ilegal no iCloud e iOS
Acordo da Meta reforça protagonismo da Nvidia na corrida por IA
Geração IA: Jovens ignoram ameaça tecnológica e seguem otimistas com o mercado
Anthropic descarta anúncios em IA e reforça foco no mercado corporativo
Publicado 19/02/2026 • 23:51 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Pixabay
Bandeira da Argentina
Enquanto a Argentina enfrentava sua quarta greve geral sob a gestão de Javier Milei, o mercado financeiro de Buenos Aires operou em um mundo à parte nesta quinta-feira (19). O índice Merval fechou com valorização de 4,26%, aos 2.839.106,06 pontos.
Segundo dados da TradeMap, esta foi a maior alta intradiária do indicador desde 31 de outubro de 2025, quando o índice avançou 7,48%. O movimento ocorreu em meio ao início dos debates da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, sinalizando que investidores apostam na aprovação das medidas.
Com a bolsa argentina voltando ao radar, a pergunta que ganhou força entre investidores brasileiros é: depois da disparada, vale a pena investir na Argentina?
Para Gabriel Uarian, analista CNPI da Cultura Capital, a exposição pode fazer sentido apenas para quem aceita risco elevado e tem paciência.
“Para investidores com alta tolerância a risco e horizonte de longo prazo, acima de 5 anos, sim”, afirma. Para perfis conservadores ou moderados, ele recomenda evitar alocações significativas, citando o histórico de defaults, desvalorizações abruptas e volatilidade política.
Uarian diz que, para a maioria, o caminho mais simples é a exposição indireta via B3, com foco em ETFs e BDRs.
Leia também: Argentina: paralisação gera perda de R$ 3 bi; entenda motivos da greve e o que o governo pretende
Entre os veículos citados pelos analistas como principais rotas para brasileiros, estão:
Além desses instrumentos, Gabriel menciona a MELI34 (BDR do Mercado Livre) como forma de exposição indireta, com a ressalva de que se trata de uma aposta mais concentrada em uma empresa.
Para Jayme Simão, sócio-fundador do Hub do Investidor, é preciso separar o tema em duas etapas.
Ele afirma que boa parte do rali mais forte “já aconteceu lá atrás, logo após a eleição do Milei”, com reprecificação por expectativa. Agora, o que sustenta (ou não) a tese é a execução: disciplina fiscal, avanço de reformas estruturais e redução de distorções macro.
“Não é mais aquele ‘trade de virada’ óbvio de 2023 ou 2024… Hoje já exige mais seletividade e horizonte mais longo”, diz.
Simão afirma preferir a exposição via ETF e destaca a Global X (ARGT/ARGT39) por replicar o índice MSCI Argentina com metodologia estruturada, como critérios de liquidez, representatividade e governança, além de rebalanceamento periódico.
Ele também faz uma ressalva importante sobre a alternativa “empresa”: segundo o analista, o Mercado Livre tem mais peso do Brasil do que da própria Argentina em seu balanço, o que pode significar que o investidor não captura “adequadamente” a tese Argentina apenas com MELI34.
Leia também: “Argentina vai bem, depende para quem”, diz especialista sobre reforma trabalhista de Milei
A tabela abaixo, com dados do TradeMap, mostra que o “dia de euforia” do Merval não se refletiu de forma idêntica nos ativos argentinos acessíveis na B3, e que, no acumulado do mês e do ano, o quadro ainda era de queda para todos os instrumentos comparados:
| Período | S&P Merval (MERV) | MELI34 | ARGT39 | ARGE11 |
|---|---|---|---|---|
| Em 19 de fevereiro | +4,26% | -0,41% | +1,51% | +3,58% |
| Em fevereiro (até 19/02) | -11,27% | -7,73% | -4,74% | -7,85% |
| Em 2026 (até 19/02) | -6,96% | -5,24% | -3,56% | -6,95% |
Na avaliação de Diego Hernandez, economista e CEO da Ativo Investimentos, a forma mais prudente de investir na Argentina é evitar transferir recursos diretamente para o país. Segundo ele, há o risco de o investidor conseguir aplicar o dinheiro, mas enfrentar dificuldades para repatriar os valores posteriormente — situação que já ocorreu na Argentina e em outros mercados da América Latina.
“A melhor forma é investir via um ETF aqui no Brasil”, afirma, citando preferência pelo ARGE11. Para Hernandez, a Argentina deve ser tratada como um mercado volátil sob um governo reformista e, se houver alocação, que seja em “dose bem calibrada”, comparável a uma fatia de risco semelhante à de ativos alternativos, como criptoativos.
Entre os riscos listados pelos analistas ouvidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, estão:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
Mais lidas
1
Banco Master: BC já liquidou oito instituições ligadas ao grupo; entenda o caso
2
Empresa de Buffett investe US$ 350 mi em jornal americano e sacode mercado
3
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
4
Outback lança café da manhã no Brasil; veja quanto custa o novo menu
5
Clima tenso: CEOs de OpenAI e Anthropic evitam dar as mãos em cúpula de IA na Índia