São Paulo lidera ranking global contra bolhas imobiliárias; entenda o que levou a cidade ao topo
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O mercado imobiliário da cidade de São Paulo aparece como o menos suscetível a bolhas atualmente, segundo um novo estudo. Trata-se do UBS Global Real Estate Bubble Index 2025, que mede o risco de desequilíbrios nos mercados residenciais.
Mercado imobiliário
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O estudo analisa 21 metrópoles e considera a relação entre preço e renda, preço e aluguel, volume de crédito hipotecário e intensidade da atividade de construção. Assim, avalia-se cada uma com: baixo risco, risco moderado, elevado e alto.
Análise
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Neste ano, a capital paulista foi a única a registrar uma pontuação negativa no levantamento: -0,10, a menor registrada no estudo. SP já havia ocupado a mesma posição em 2023, mas desta vez o resultado foi ainda mais expressivo.
Resultados de São Paulo
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Isso significa que os preços dos imóveis residenciais na cidade estão mais alinhados aos fundamentos econômicos do que em qualquer outro grande centro urbano monitorado.
Bolhas imobiliárias ocorrem da valorização persistente e desconectada dos fundamentos econômicos, como renda da população e retorno via aluguel. No caso de SP, os preços perdem para mudanças em aluguéis, rendas e valores nacionais.
Bolhas
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Desde meados de 2024, os preços ajustados pela inflação se estabilizaram em cerca de 25% abaixo dos níveis de 2020. Dessa forma, os riscos de bolha anteriormente observados foram reduzidos.
Inflação
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Contudo, em SP, os desafios incluem acesso limitado ao crédito, com taxas elevadas, e preço dos imóveis, que não acompanha o custo de vida dos indivíduos. Logo, o que acontece é que os moradores recorrem a subúrbios mais baratos.
Desafios
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É justamente essa combinação que acaba freando os financiamentos. Consequentemente, acaba contendo também a especulação imobiliária, que seria o exato oposto do que ocorre em mercados considerados ‘superaquecidos’.