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São Paulo lidera ranking global contra bolhas imobiliárias; entenda o que levou a cidade ao topo
Publicado 24/02/2026 • 15:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/02/2026 • 15:10 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash.
São Paulo lidera ranking global contra bolhas imobiliárias; entenda o que levou a cidade ao topo
O mercado imobiliário da cidade de São Paulo aparece como o menos suscetível a bolhas atualmente, segundo um novo estudo. Trata-se do UBS Global Real Estate Bubble Index 2025, que mede o risco de desequilíbrios nos mercados residenciais.
Nesse sentido, a análise considera 21 metrópoles, a partir de elementos como: relação entre preço e renda, preço e aluguel, volume de crédito hipotecário e intensidade da atividade de construção. Em seguida, classificam-se as cidades com: baixo risco, risco moderado, elevado e alto.
Dessa forma, a capital paulista foi a única a registrar uma pontuação negativa no levantamento: -0,10, a menor registrada no estudo. Na prática, isso significa que, segundo o estudo, os preços dos imóveis residenciais na cidade estão mais alinhados aos fundamentos econômicos do que em qualquer outro grande centro urbano monitorado.
Nesse sentido, Miami entra como a cidade de maior risco de bolha, seguida por Tóquio e Zurique. Depois, as chances de bolha seguem elevadas em Los Angeles, Genebra, Amsterdã e Dubai.
Ademais, SP já havia ocupado a mesma posição em 2023, mas desta vez o resultado foi ainda mais expressivo.
Leia também: Financiamento de veículos bate recorde e atinge maior nível em 17 anos; veja números
| Posição | Cidade | Índice | Zona de risco |
| 1 | São Paulo | -0,10 | Baixa |
| 2 | Milão | 0,01 | Baixa |
| 3 | Paris | 0,25 | Baixa |
| 4 | Nova York | 0,26 | Baixa |
| 5 | San Francisco | 0,28 | Baixa |
| 6 | Londres | 0,34 | Baixa |
| 7 | Hong Kong | 0,44 | Baixa |
| 8 | Singapura | 0,55 | Moderada |
| 9 | Munique | 0,64 | Moderada |
| 10 | Frankfurt | 0,76 | Moderada |
| 11 | Vancouver | 0,76 | Moderada |
| 12 | Madri | 0,77 | Moderada |
| 13 | Toronto | 0,80 | Moderada |
| 14 | Sydney | 0,80 | Moderada |
| 15 | Genebra | 1,05 | Elevada |
| 16 | Amsterdã | 1,06 | Elevada |
| 17 | Dubai | 1,09 | Elevada |
| 18 | Los Angeles | 1,11 | Elevada |
| 19 | Zurique | 1,55 | Alta |
| 20 | Tóquio | 1,59 | Alta |
| 21 | Miami | 1,73 | Alta |
De acordo com a análise da UBS, uma bolha ocorre quando há uma valorização persistente e desconectada dos fundamentos econômicos – como renda da população e retorno via aluguel. Historicamente falando, é comum que essa separação anteceda correções abruptas.
Ou seja, no caso do território paulistano, os preços imobiliários continuam a ficar atrás das mudanças em aluguéis, rendas e valores nacionais. Desde meados de 2024, os preços ajustados pela inflação se estabilizaram em cerca de 25% abaixo dos níveis de 2020. Dessa forma, os riscos de bolha anteriormente observados foram reduzidos.
Contudo, em São Paulo, os desafios do mercado incluem acesso limitado ao crédito, com taxas elevadas, e preço dos imóveis, que não acompanha o custo de vida dos indivíduos. Logo, o que acontece é que os moradores recorrem a subúrbios mais baratos.
Leia também: Imóveis disparam em Salvador e capital lidera alta de preços em 2025; veja ranking
Por outro lado, é justamente essa combinação que acaba freando os financiamentos. Consequentemente, acaba contendo também a especulação imobiliária – que seria o exato oposto do que ocorre em mercados considerados ‘superaquecidos’.
No caso de SP, medidas comuns para aumentar a oferta, como regras mais restritivas sobre aluguel de curto prazo, provavelmente teriam um impacto limitado na oferta de moradias.
Ou seja, embora o cenário imobiliário de São Paulo esteja relativamente estável e com baixo risco de bolha, ainda enfrenta desafios relacionados à acessibilidade, devido ao aumento dos custos de aluguel e qualidade habitacional.
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