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Dólar derrete 1,63% com alívio geopolítico, recuo do petróleo e atuação do Tesouro no mercado de títulos

Publicado 16/03/2026 • 17:20 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O dólar comercial caiu 1,63% nesta segunda-feira (16), encerrando o dia a R$ 5,22, após oscilar entre R$ 5,22 e R$ 5,28 durante a sessão.
  • A moeda foi pressionada pelo enfraquecimento global do dólar, com queda do índice DXY, em meio a sinais de possível arrefecimento da guerra no Oriente Médio e recuo nos preços do petróleo.
  • No Brasil, duas atuações do Tesouro no mercado de títulos ajudaram a derrubar os juros futuros, melhorando o humor dos investidores e contribuindo para o alívio no câmbio.

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Notas de dólar

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (16) em forte queda de 1,63%, cotado a R$ 5,22 para venda. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,22 e a máxima de R$ 5,28 ao longo da sessão.

O movimento refletiu uma combinação de melhora do ambiente externo e alívio doméstico. No exterior, o dólar perdeu força frente a outras moedas, com recuo do índice DXY, enquanto investidores reagiram a sinais de possível arrefecimento do conflito no Oriente Médio. A percepção de menor risco geopolítico também ajudou a derrubar os preços do petróleo, reduzindo a pressão sobre os mercados globais.

No Brasil, o câmbio também foi favorecido por duas atuações do Tesouro Nacional no mercado de títulos, com recompra de papéis prefixados e atrelados à inflação. A medida ajudou a aliviar a curva de juros e contribuiu para melhorar o humor dos investidores ao longo do pregão.

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Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, afirmou que o mercado teve uma sessão de alívio, mas ainda cercada de cautela diante da combinação entre guerra, petróleo elevado e expectativa com as decisões de juros desta semana.

“O dólar americano caiu não só no Brasil, mas o DXY também”, disse. Segundo ele, o mercado segue monitorando, ao mesmo tempo, a guerra no Oriente Médio, a trajetória do petróleo e a Superquarta de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Para Rafael Pastorello, portfolio manager do Banco Sofisa, o recuo do câmbio nesta segunda-feira foi puxado, em grande parte, pelo enfraquecimento global da moeda americana.

“No mercado de câmbio, o alívio parcial observado no início da semana refletiu, em grande medida, o movimento de enfraquecimento do dólar, capturado pela queda do DXY”, afirmou.

Ele pondera, porém, que o cenário ainda segue frágil. “Pela perspectiva iraniana, a relação entre risco e retorno parece evoluir em sentido contrário. O país mantém capacidade de tensionar ou até interromper o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, o que contribui para a sustentação dos preços do petróleo em patamares superiores a US$ 100 por barril.”

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, também atribui a queda da moeda americana à melhora do apetite por risco global.

“O dólar opera em queda ao longo da sessão, refletindo principalmente a melhora do ambiente externo. A expectativa de avanços diplomáticos e esforços coordenados para garantir a retomada do tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz reduziu parte do prêmio de risco geopolítico”, afirmou.

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Segundo Shahini, esse movimento levou a uma sessão mais favorável para ativos de risco. “O movimento resultou em uma melhora do apetite por risco na sessão de hoje, com bolsas mundiais em alta, queda do índice DXY e dos rendimentos dos Treasuries, favorecendo moedas emergentes no geral.”

No mercado internacional, o índice DXY caía 0,56% no fim da tarde, aos 99,800 pontos. O euro subia 0,81%, para US$ 1,1509, enquanto a libra avançava 0,76%, para US$ 1,3326. Já o dólar futuro para abril recuava 1,91%, a R$ 5,2515, às 17h02.

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