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Mercado vê espaço para cortar Selic, mas aposta em ‘prudência’ do BC; veja o que dizem analistas
Publicado 17/03/2026 • 14:16 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 17/03/2026 • 14:16 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central está reunido para decidir o destino da nova taxa Selic, que será divulgado nesta quarta-feira (18), atualmente em 15% ao ano.
Os analistas do mercado consultados pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC veem espaço para o início do ciclo de cortes, mas a magnitude do primeiro movimento divide os profissionais e o cenário externo adiciona um novo ruído à decisão.
A guerra no Oriente Médio, com o petróleo em alta, e o possível acordo de delação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, são os dois fatores domésticos e externos que mais pesam sobre o humor do mercado na véspera da reunião.
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A Warren Investimentos projeta um corte de 50 pontos-base como cenário-base, mas reconhece que o Banco Central pode optar por um movimento menor. “Nossa expectativa é de início do processo de calibragem com um corte de 50 pontos-base na taxa Selic. No entanto, não descartamos a possibilidade de o Banco Central adotar uma postura mais conservadora diante dos riscos provenientes do cenário externo”, afirma a gestora em nota.
Para a Warren, a Selic está em nível “inquestionavelmente restritivo” há tempo suficiente para justificar o início do afrouxamento. O argumento é que, mesmo se o cenário piorar, o BC ainda teria espaço para suspender o ciclo sem perder o controle sobre a inflação.
O Banco Daycoval aposta em movimento mais conservador. A projeção da instituição é de corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 14,75% ao ano. O banco reconhece que o BC já sinalizou confiança para iniciar os cortes, mas aponta que “a expressiva alta dos preços do petróleo em decorrência do conflito no Oriente Médio impõe viés de manutenção”.
O Daycoval também destaca que o Federal Reserve (Fed) segue em compasso de espera, o que exige cautela adicional dos bancos centrais de países emergentes.
O Banco Pine também divide a aposta. “Apesar de esperarmos corte de 0,50 ponto percentual, levando a taxa Selic dos atuais 15% ao ano para 14,5%, diante da desaceleração da atividade econômica e da moderação da inflação, reconhecemos que aumentou a probabilidade de um movimento mais cauteloso por parte da autoridade monetária, com redução de apenas 0,25 ponto percentual”, afirma Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa macroeconômica do Banco Pine.
A variável mais incomum na análise pré-Copom vem de André Perfeito, do Garantia Capital, que coloca a delação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, como fator de risco concreto para a decisão. “Simplesmente não seria sábio cortar os juros antes do Daniel Vorcaro fazer sua delação”, escreveu Perfeito.
O raciocínio é que uma eventual delação com impacto político relevante poderia pressionar o dólar e deteriorar rapidamente as expectativas de inflação, anulando os ganhos de um eventual corte.
“Você teria coragem de cortar os juros e aí, semana que vem, o Vorcaro fala e o dólar vai para R$ 5,70?”, questiona o analista.
Perfeito reconhece, no entanto, que o corte seria tecnicamente justificável. “Teria que cortar os juros? Teria. O balanço das empresas está implodindo por dentro com a alavancagem? Estão. O crédito está mais difícil? Sim. Era para cortar, mas se eu fosse banqueiro central esperaria e sinalizaria que, se nada demais acontecer, cortaria mais na frente”, afirmou.
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