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INSS barra C6 e cobra R$ 300 milhões por irregularidades em consignados de aposentados
Publicado 17/03/2026 • 08:11 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 17/03/2026 • 08:11 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
*Correção efetuada às 9h19, do dia 18/03/2026: A primeira versão da matéria continha uma imprecisão no sétimo parágrafo. O trecho “O serviço é fornecido por uma seguradora do JP Morgan” foi substituído por “O serviço é fornecido por uma seguradora em meio aos empréstimos do banco, que tem como acionista o JP Morgan”.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do C6 Bank e exige que o banco devolva R$ 300 milhões a aposentados. A medida foi tomada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar irregularidades graves nos contratos da instituição com beneficiários da Previdência Social.
A retomada das operações de consignados pelo banco só será permitida após a restituição integral dos valores cobrados indevidamente.
A reportagem de Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC entrou em contato com o C6 Bank, que respondeu discordar “integralmente da interpretação do INSS” e que irá buscar seus direitos na esfera judicial. Segundo o C6, o banco “não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes”. Veja a nota mais abaixo.
O JPMorgan ainda não retornou aos pedidos de comentário.
Leia também: PF investiga possível mudança de Lulinha ao exterior em apuração sobre fraudes no INSS
A auditoria da CGU identificou pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos, caracterizando uma espécie de venda casada. Os auditores concluíram que a prática é irregular porque reduz o valor líquido efetivamente disponibilizado ao aposentado.
O INSS proíbe a inclusão de custos extras nos contratos de consignados, como taxas, prêmios e seguros que não estejam diretamente vinculados ao empréstimo contratado.
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Siga o Times | CNBCEntre as irregularidades apontadas, auditores identificaram que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 nos contratos de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora em meio aos empréstimos do banco, que tem o JP Morgan como dono de 46%.
Como parte da penalidade, o INSS rescindiu o acordo de cooperação técnica que permitia ao banco descontar as parcelas diretamente na conta dos aposentados.
O C6 entrou no mercado de consignados em 2020, quando criou o C6 Consig com apenas 514 clientes. Em 2025, a carteira já somava 3,3 milhões de beneficiários. Nesse período, o banco faturou R$ 20 bilhões com crédito consignado, segundo dados obtidos pelo Estadão via Lei de Acesso à Informação.
O banco já havia sido condenado judicialmente a indenizar aposentados que relataram descontos sem ter contratado empréstimos. Também firmou acordo com o Ministério Público Federal para encerrar fraudes nos contratos.
O C6 discorda integralmente da interpretação do INSS e vai buscar seu direito de defesa na esfera judicial, porque não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes. O banco esclarece que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios.
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