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Dessalinização no Oriente Médio deve resistir ao conflito, mas Irã enfrenta possível crise hídrica, aponta GWI DesalData

Publicado 18/03/2026 • 14:40 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Região deve adicionar mais de 10 milhões de m³/d até 2035, com investimentos acima de US$ 21 bilhões impulsionados pela escassez de água.
  • Irã aparece como ponto mais vulnerável, com infraestrutura hídrica fragilizada e forte dependência de recursos naturais já sobreexplorados.
  • Escalada do conflito pode levar governos a rever modelos de plantas de dessalinização, priorizando maior resiliência do sistema.

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Projetos de dessalinização no Oriente Médio seguem avançando apesar do conflito, mas Irã enfrenta risco elevado de crise hídrica por fragilidade estrutural.

A GWI DesalData, principal plataforma de inteligência de mercado sobre dessalinização e reúso de água no mundo, projeta que a carteira de projetos de dessalinização no Oriente Médio deve permanecer em grande parte intacta, apesar do conflito em curso envolvendo o Irã.

De acordo com o banco de dados global de projetos da GWI DesalData, a região está no caminho para adicionar mais de 10 milhões de m³/d de nova capacidade até 2035, um investimento superior a US$ 21 bilhões. Programas apoiados por governos na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Bahrein continuam avançando, impulsionados pela escassez estrutural de água.

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Infraestrutura hídrica frágil

“Mesmo em períodos de instabilidade geopolítica, a necessidade por mais água continua sendo fundamental”, afirmou Hugo Birch, editor de Dessalinização e Reúso da Global Water Intelligence. “A dessalinização permanece uma prioridade estratégica para governos em todo o Oriente Médio, com grandes programas de expansão sustentados por planejamento estatal de longo prazo.”

O próprio Irã enfrenta o risco mais agudo no curto prazo. Apesar de operar aproximadamente 1,7 milhão de m³/d de capacidade de dessalinização, o país ainda depende fortemente de aquíferos superexplorados e de águas superficiais. Décadas de subinvestimento deixaram sua infraestrutura hídrica estruturalmente frágil. Um conflito prolongado pode transformar essa fragilidade em uma crise hídrica completa.

A empresa também observa que, caso o conflito se intensifique a ponto de atingir a infraestrutura hídrica, governos podem reavaliar os trade-offs de resiliência entre grandes plantas centralizadas — algumas com mais de 250 mil m³/d — e instalações menores e distribuídas. Até o momento, não há evidências de ataques deliberados a essa infraestrutura.

A GWI DesalData é um dos principais bancos de dados global sobre dessalinização e reúso de água, monitorando projetos, licitações e carteiras de investimento em todo o mundo. É uma ferramenta essencial para concessionárias, desenvolvedores, fornecedores de tecnologia e instituições financeiras, sendo atualizada duas vezes por semana e cobrindo mais de 20 mil instalações de dessalinização e reúso globalmente.

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