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Zema e Castro renunciam a governos para disputar eleições de 2026
Publicado 22/03/2026 • 21:29 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 22/03/2026 • 21:29 | Atualizado há 4 horas
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RAUL LUCIANO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
O cenário político brasileiro sofreu uma guinada definitiva neste final de semana. Antecipando-se ao prazo legal de desincompatibilização (que exige o afastamento de cargos executivos seis meses antes das eleições de outubro), os governadores Romeu Zema, de Minas Gerais, e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, oficializaram suas saídas dos mandatos para viabilizar candidaturas em 2026.
Em Minas Gerais, Romeu Zema renunciou ao governo neste domingo (22), confirmando suas pretensões nacionais e lançando-se oficialmente na disputa pela Presidência da República. Com sua saída, o comando do estado passa para Mateus Simões de Almeida (PSD), que assume não apenas o cargo, mas também a vitrine política, já que é pré-candidato declarado ao governo mineiro no pleito que se aproxima.
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No Rio de Janeiro, a renúncia de Cláudio Castro, anunciada para segunda-feira (23), ocorre em meio a incertezas jurídicas. Castro pretende concorrer a uma vaga no Senado Federal, mas o timing de sua saída é estratégico: acontece um dia antes de uma sessão decisiva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve julgar uma ação que pode torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico. Nos bastidores, a expectativa é de que a renúncia tente provocar a “perda de objeto” do processo, permitindo uma candidatura sub judice, embora especialistas apontem alto risco nessa estratégia.
A sucessão no Rio apresenta complicações adicionais. Como o vice-governador original, Thiago Pampolha, deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o estado fica sem um substituto imediato no Executivo. Diante da vacância, pode ser necessária uma eleição indireta na Assembleia Legislativa (Alerj), e o escolhido cumpriria um mandato-tampão até 31 de dezembro de 2026.
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