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Como as declarações surpresa de Trump sobre o Irã fizeram os preços do petróleo despencarem
Publicado 24/03/2026 • 06:30 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 24/03/2026 • 06:30 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Os preços do petróleo caíram cerca de 10% nesta segunda-feira (23) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou de forma repentina a interrupção dos ataques à infraestrutura energética do Irã, após citar conversas “muito boas” com Teerã.
Embora o Ministério das Relações Exteriores do Irã tenha negado qualquer negociação, a declaração de Trump trouxe alívio aos preços do petróleo bruto, que dispararam desde o início da guerra no Oriente Médio.
Os preços do petróleo e do gás dispararam depois que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, desencadeando uma retaliação de Teerã.
Desde então, o Brent do Mar do Norte, referência internacional, acumulou alta de mais de 40%, enquanto os preços do gás na Europa saltaram mais de 75%.
As exportações de energia do Golfo – incluindo as de Arábia Saudita, Iraque e Catar – foram afetadas pela quase paralisação do Estreito de Ormuz, rota marítima vital por onde normalmente passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
Leia também: Trump diz à CNBC que EUA estão “muito determinados” a fechar acordo com o Irã
A economia global está sob “grande ameaça” por causa da crise de energia resultante, afirmou nesta segunda-feira o diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol.
A guerra retirou do mercado cerca de 11 milhões de barris de petróleo por dia, mais do que o impacto combinado das crises do petróleo da década de 1970, acrescentou ele.
Com os preços em forte alta, os investidores estavam tensos enquanto os mercados seguiam voláteis.
Por isso, quando Washington sinalizou uma possível desescalada, muitos investidores correram para vender e garantir lucros, provocando uma queda rápida nos preços.
Os investidores ficaram abalados depois que Trump advertiu no sábado que o Irã teria 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentaria a destruição de sua infraestrutura energética.
O ultimato elevou os temores de que o petróleo pudesse disparar para US$ 150 (R$ 790,50) por barril, disseram analistas.
Se o petróleo atingisse esse nível, isso teria “implicações catastróficas” para a economia global e para a opinião pública nos Estados Unidos antes das eleições legislativas de meio de mandato, afirmou John Plassard, chefe de estratégia de investimentos do Cite Gestion Private Bank.
Leia também: Irã e EUA-Israel elevam o tom à medida que aumentam tensões no Estreito de Ormuz
Mas, quando Trump disse na segunda-feira que os Estados Unidos interromperiam por cinco dias os ataques a usinas de energia, os investidores interpretaram o gesto como um sinal de que o pior cenário talvez pudesse ser evitado.
Uma interrupção no transporte marítimo poderia ser resolvida com relativa rapidez se a guerra acabar, enquanto os danos à infraestrutura energética levariam anos para ser reparados.
O mercado consegue suportar uma perda temporária de produção, mas “não consegue conviver com a perda de 10% da produção global de petróleo por anos”, disse à AFP Ole Hvalbye, analista de commodities do SEB Bank.
Enquanto Trump celebrou “conversas muito boas” com autoridades iranianas não identificadas, o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que qualquer negociação tenha ocorrido.
“Precisamos esperar por mais clareza”, disse à AFP o analista de commodities do UBS, Giovanni Staunovo.
Uma queda sustentada nos preços do petróleo vai depender da normalização da navegação no Estreito de Ormuz, e não apenas de declarações políticas, afirmou Hvalbye.
Mesmo que uma trégua seja alcançada em breve, é improvável que os preços retornem imediatamente aos níveis anteriores à guerra.
Pelo menos 40 instalações de energia em nove países do Oriente Médio foram “grave ou muito gravemente danificadas”, disse Birol. Os países importadores começaram a recorrer às suas reservas estratégicas para compensar a escassez de oferta – e essas reservas precisarão ser recompostas, mantendo a demanda e os preços pressionados.
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