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Efeito Trump no petróleo: guerra de narrativas desestabiliza mercados e confunde investidores
Publicado 24/03/2026 • 22:22 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 24/03/2026 • 22:22 | Atualizado há 3 horas
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petroleo
Além do risco à segurança mundial e incertezas geopolíticas, o conflito entre os Estados Unidos e Irã tem se espalhado por todos os mercados e ativos financeiros.
Bolsa, dólar, juros, criptomoedas, ninguém saiu ileso. Afinal, o petróleo é um dos pilares da economia mundial, e o presidente dos EUA, Donald Trump tem brincado com as expectativas dos investidores para o preço do barril.
Isso porque, como é de costume, o republicano vem dando sinais opacos e, muitas vezes, contraditórios a respeito dos rumos da guerra no Oriente Médio. Não se sabe, por exemplo, se o objetivo americano é destituir o regime dos aiatolás ou encerrar o programa, em definitivo, o programa nuclear iraniano. Outra dúvida é acerca da extensão do conflito: outrora previsto para se encerrar em semanas, as ofensivas têm superado o prazo original e o Irã não tem cedido tão prontamente quanto a Venezuela diante da invasão de janeiro.
O problema para o mercado é que o Irã detém controle sobre o fluxo de navios cargueiros pelo Estreito de Ormuz, a principal via aquática de transporte do petróleo e de seus derivados. A situação fica pior quando não se sabe o que deve acontecer: de um lado, Trump afirma que está negociando um cessar fogo com o Irã; de outro, as autoridades do país negam qualquer tipo de contato com os americanos. Nesse vaivém, o mercado fica instável ou, como hoje, não se move diante da incerteza.
“Uma sinalização é real quando altera a curva de oferta ou a logística portuária, mensagens que buscam apenas distorcer o preço geram picos de volatilidade que se esgotam rápido por falta de fundamentos. O mercado já aceitou que não existe solução rápida, por isso, enquanto o bloqueio em Ormuz persistir, o prêmio de risco será a base do preço, independentemente da narrativa política do dia”, diz Isabella Hass, analista de mercado internacional da W1 Capital.
Ela explica que a sinalização de Trump de que haverá uma pausa de cinco dias pode ser considerada um fato operável que retira o prêmio de risco imediato. Já a negativa do Irã é lida como uma postura padrão de barganha geopolítica. “No entanto, o fundamento segue intacto: o Irã não recuou e mantém o controle físico do Estreito de Ormuz. O prêmio de risco continua elevado porque a oferta global ainda está sob ameaça real”, explica.
Em crises geopolíticas, a comunicação é uma arma de guerra. Nestas situações, o mercado foca menos no discurso e mais nos incentivos. “Trump usa a rede social para manipular a volatilidade e testar a resistência dos preços, enquanto o Irã usa a negativa para não parecer fragilizado. O que realmente importa para o preço do petróleo não é o que eles dizem, mas o fluxo físico: os navios estão passando pelo Estreito de Ormuz? A infraestrutura de gás foi atingida? O resto é ruído”, afirma a especialista.
Já Rafael Ihara, economista-chefe da Meraki Asset, diz que é impossível distinguir com certeza se uma mensagem de Trump é bravata ou uma sinalização confiável à medida em que o americano conhecido por blefar.
Segundo ele, o mercado tem entendido que o líder republicano está buscando uma estratégia de saída. “Ele está incomodado com o preço do petróleo, com o custo da guerra, com a perda de popularidade. Não significa que o iraniano vai concordar”.
A recomendação para fugir do ruído é simples: “Ignore a retórica, mapeie as restrições e incentivos”, conclui o economista.
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