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Reajuste do querosene vai chegar ao consumidor e deve atingir mais a aviação regional, diz gestor

Publicado 02/04/2026 • 13:55 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Gestor diz que o parcelamento anunciado pela Petrobras dá fôlego às aéreas, mas não evita o repasse do aumento ao consumidor.
  • Na avaliação dele, companhias devem agir com mais disciplina financeira após as reestruturações recentes e evitar absorver sozinhas a alta do combustível.
  • Rotas regionais e de menor eficiência tendem a ser as mais pressionadas em um cenário de querosene mais caro por mais tempo.

O aumento de cerca de 55% no preço do querosene de aviação deve ser repassado ao consumidor, mesmo com o parcelamento anunciado pela Petrobras, e tende a afetar com mais força a aviação regional. A avaliação é de Hugo Queiroz, gestor de portfólio da Soho Capital, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo ele, a possibilidade de diluir o reajuste ao longo de seis meses dá “fôlego” às companhias aéreas e ajuda a reduzir o choque imediato sobre caixa e formação de preços, mas não elimina os efeitos do aumento.

“São seis meses de fôlego”, afirmou. “Você consegue deixar um pouco mais previsível esse repasse nessa janela de tempo.”

Leia também: Petrobras aumenta em 55% preço do Querosene de Aviação (QAV)

Queiroz destacou que o combustível representa hoje quase 40% do custo operacional de uma companhia aérea, o que torna inevitável algum nível de repasse para as passagens. Na visão dele, a diferença em relação a crises anteriores é que o setor saiu mais cauteloso das reestruturações recentes e não deve tentar absorver sozinho a alta, como fez no passado.

“Me parece pouco provável que as companhias vão adotar o mesmo comportamento do passado de segurar”, disse. “Essa medida vem para facilitar o repasse e a gestão interna de caixa e preço dessas passagens.”

O gestor lembrou que a estratégia anterior de sustentar volatilidade com capital de giro e endividamento acabou pressionando fortemente o setor, em uma dinâmica que levou a recuperações judiciais e processos de reestruturação. Ele citou os casos de Latam, Gol e Azul como exemplos de um mercado que agora tende a agir com mais disciplina financeira.

“Eu não vejo mais o setor com uma indisciplina de capital como foi no passado recente”, afirmou.

Na avaliação de Queiroz, se o reajuste tivesse sido integral e imediato, o impacto poderia chegar rapidamente à inflação, além de provocar uma reação defensiva das empresas, com menos oferta de voos e adequação da malha à demanda.

“Se fosse repassado na integralidade, o que a gente veria é subir [o preço] e provavelmente as companhias aéreas, prevendo uma queda de demanda, iam restringir rotas”, disse.

Mesmo em um cenário de alívio geopolítico mais à frente, Queiroz afirmou que os preços dificilmente voltariam ao patamar anterior. Segundo ele, a recomposição da oferta global de combustível de aviação tende a ser lenta, diante de danos à infraestrutura, gargalos logísticos e escassez de equipamentos e mão de obra especializada.

“O patamar deve se estabilizar em um nível mais alto do que a gente estava vendo antes”, afirmou. “Acho pouco provável que devolva essa alta.”

Leia também: Alta do querosene deve encarecer passagens aéreas, alerta Anac

Nesse cenário, o segmento mais vulnerável tende a ser o das rotas menos eficientes e com menor taxa de ocupação.

“Essas devem ser impactadas”, disse. “A aviação regional deve diminuir a oferta nesse sentido.”

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