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Práticas ESG no agronegócio podem ativar R$ 247 bilhões na economia, aponta estudo da EY-Parthenon 

Publicado 02/04/2026 • 19:34 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Em 2025, a economia brasileira alcançou um crescimento de 2,3%, alcançando a impressionante marca de R$ 12,7 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).
  • Mais do que um gigante econômico, o agro é um campo fértil de oportunidades para a sustentabilidade, entrelaçando recursos naturais, relações humanas e governança responsável.
  • O agronegócio, que abarca toda a cadeia produtiva e suas múltiplas conexões, reafirma seu papel como motor pulsante da economia nacional. 

Em 2025, a economia brasileira alcançou um crescimento de 2,3%, alcançando a impressionante marca de R$ 12,7 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB). No centro desse palco, a agropecuária brilhou como ator principal, com um salto de 11,7% em relação ao ano anterior, impulsionando quase um terço — 32,8% — da expansão econômica do país, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O agronegócio, que abarca toda a cadeia produtiva e suas múltiplas conexões, reafirma seu papel como motor pulsante da economia nacional. 

Mais do que um gigante econômico, o agro é um campo fértil de oportunidades para a sustentabilidade, entrelaçando recursos naturais, relações humanas e governança responsável. É nesse terreno que o estudo Impact Edge, da EY-Parthenon, lança luz sobre como a agenda ESG pode se transformar em frutos concretos para produtores, sociedade e governo. 

Os números são promissores: a adoção consistente de práticas ambientais, sociais e de governança tem o potencial de injetar R$ 247 bilhões na economia brasileira, impulsionando o setor em até 26,5% — um crescimento equivalente ao acumulado do agro nos últimos sete anos (Cepea-USP/Esalq). Além disso, essa transformação poderia gerar mais de 2,1 milhões de empregos e aumentar a arrecadação tributária em R$ 112 bilhões por ano. 

No campo ambiental, os ganhos são igualmente expressivos: a economia de 11,5 trilhões de litros de água, 2,8 TWh de energia, a redução de mais de 29 milhões de toneladas de resíduos e a prevenção da emissão de 328,6 milhões de toneladas de CO₂ por ano desenham um futuro mais verde e sustentável. 

A saúde pública também colhe os frutos dessa revolução, com a prevenção de 1.080 internações hospitalares anuais, poupando R$ 43 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS) a cada ano.

Vale reforçar que o estudo se baseia somente em um recorte do setor, ou seja, há mais oportunidades e, se consideradas todas as atividades, os números devem ter impacto positivo ainda maior. 

Alavancas de valor 

A sustentabilidade deixa de ser uma agenda de custo e passa a ser um motor de valor capaz de integrar impacto positivo e vantagem estratégica. Se, em um primeiro momento, o setor enxergava a pauta ESG como obrigação e despesa, agora está claro que quem não aderir acabará deixando grandes oportunidades na mesa, seja no campo da inovação ou no acesso à recursos financeiros 

Diante desse cenário, o Impact Edge trabalhou com informações públicas para poder fazer uma análise macro do agronegócio e identificar possibilidades que desbloqueiem valor comercial e financeiro, como geração de empregos, melhora de margem de produto, de reputação empresarial e mais. Ou seja, há mais oportunidades e, se consideradas todas as atividades, os números devem ter impacto positivo ainda maior.Analisando dados como compromissos, metas e progressos em todas as agendas que envolvem os pilares ambiental, social e governança das empresas que publicam seus relatórios, foi possível identificar os mapas de impacto ao longo de todas as cadeias do agro. A partir desse desenho, o estudo trabalhou com um modelo de equilíbrio geral computável. 

Concentrando-se em iniciativas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a pesquisa mapeou sete pilares e simulou cenários que quantificam os impactos econômicos decorrentes das ações.  

1. Eficiência energética e fontes renováveis:  

A adoção de fontes limpas (como biomassa, biogás e energia solar) diminui a dependência de combustíveis fósseis, aumentando a autonomia e a segurança energética das agroindústrias e propriedades rurais. A produção de biogás a partir de sobras agrícolas, por exemplo, ainda reduz o descarte, agregando valor aos resíduos. 

As práticas garantem energia a um custo acessível e melhoram a educação, a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre a mitigação das mudanças climáticas. 

2. Gestão de resíduos e logística reversa: 

Ações nesse sentido fortalecem a circularidade na cadeia. Tecnologias como compostagem e biofertilizantes permitem fechar ciclos produtivos, minimizando passivos ambientais. Iniciativas focadas na gestão de resíduos ainda estimulam a criação de cooperativas e sistemas de coleta, reduzindo o envio a aterros e gerando novas oportunidades de emprego e renda.  

3. Manejo de solo e sequestro de carbono: 

O manejo adequado da fertilidade do solo aliado à rotação de culturas aumenta a produtividade e diversifica o cultivo, além de reduzir emissões de GEE e restaurar ecossistemas degradados. Práticas como plantio direto e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) aumentam a matéria orgânica, conservam o solo e promovem diversidade produtiva e biológica. 

4. Desmatamento zero, rastreabilidade e conservação:  

Equilibrando expansão produtiva com conservação ambiental e realizando o monitoramento contínuo e bloqueio de fornecedores não conformes é possível garantir cadeias sustentáveis e produtos seguros. Por conta da transparência, abrem-se mais oportunidades em mercados certificados. 

5. Eficiência no uso de defensivos e insumos e biotecnologia: 

A substituição de insumos sintéticos por bioinsumos reduz riscos de contaminação do solo e da água, bem como a exposição a substâncias tóxicas. A adoção de padrões internacionais e tecnologias limpas amplia o acesso a mercados mais rentáveis e fortalece o impacto sustentável. 

A prática também melhora a produtividade e permite a criação de biotecnologias para criar culturas mais resistentes a pragas e mudanças climáticas. Além disso, garante a saúde e o bem-estar da população, diminuindo internações e outros custos ao sistema de saúde. 

6. Uso eficiente da água:  

O setor depende fortemente da água e a gestão sustentável assegura a disponibilidade do recurso natural. A irrigação de precisão, por exemplo, economiza água e reduz custos operacionais ao diminuir a necessidade de bombeamento. Já a conservação de nascentes e as técnicas de infiltração ajudam a minimizar a erosão e a aumentar a resiliência hídrica das propriedades. 

7. Iniciativas sociais e fortalecimento comunitário:  

Programas de educação e capacitação dão força à economia local e ampliam o acesso a oportunidades de trabalho, promovendo a redução da pobreza e das desigualdades. A inclusão produtiva combate o trabalho análogo à escravidão e amplia a licença social para operar. Já o investimento em saúde comunitária diminui doenças e afastamentos, melhora a qualidade de vida e a produtividade. 

Calculando na prática  

O Impact Edge, desenvolvido pela EY-Parthenon, é uma ferramenta econométrica que conecta cada iniciativa ESG aos seus efeitos financeiros, ambientais e sociais ao longo de toda a cadeia de valor, tendo em vista que alavancas coordenadas geram efeitos encadeados.  

Diferentemente do estudo, que utilizou dados públicos de diversas companhias, quando uma empresa faz uso da ferramenta é possível enxergar com clareza os pontos nos quais consegue destravar valor.  

Tudo começa com um mapeamento, capturando riscos e oportunidades alinhados com os objetivos estratégicos, pensando em novas alavancas para o crescimento. O passo seguinte é o processo de mensuração dos impactos para, depois, converter o mapeamento em decisão e trabalhar sobre a viabilidade dos projetos, associando investimentos e retornos.  

O objetivo da plataforma é conectar os três pilares da agenda ESG de uma maneira mensurável e mostrar que tudo gera valor. Os investimentos são revertidos em oportunidades e receitas para a própria companhia, para toda a comunidade com a qual ela se relaciona e, consequentemente, para a economia do país. 

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