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Mapa da semana: mineração e serviços lideram alta no Ibovespa, enquanto petroleiras caem
Publicado 02/04/2026 • 22:56 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 02/04/2026 • 22:56 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Quote Inspector
O Ibovespa teve o melhor desempenho semanal desde janeiro de 2026 ao avançar 3,58% até esta quinta-feira (2). A primeira grande apreciação do índice no ano aconteceu no final do primeiro mês, quando a alta acumulada foi de 8,53%, revela levantamento do TradeMap. Veja os destaques da semana:
Destaque da semana, a Natura viu uma valorização de 12,01% entre segunda e esta quinta-feira (2). A razão foi o anúncio de que a Advent International comprará entre 8% e 10% do capital da Natura, a um preço médio de R$ 9,75 (US$ 1,86) por ação.
Segundo Hugo Queiroz, gestor de portfólio da Soho Capital, a nova acionista tem trabalhado na governança da empresa e, com isso, o mercado entende que os resultados devem melhorar. “Aí, volta a memória do passado glorioso, quando a companhia entregava quase 20%, 22% de margem Ebitda com geração de caixa, um bom canal de vendas, marca sólida”.
Ainda entre as maiores altas figurou a Embraer, que avançou 10,31% na semana, cotada a R$ 80,97.
A companhia de energia teve alta de 9,69% na semana após divulgar seu balanço de resultados do quarto trimestre do ano passado.
Para Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, chamou a atenção a reversão de prejuízo e melhora significativa no lucro, apoiada tanto por fatores operacionais quanto por efeitos pontuais, como reconhecimento de indenizações. “Existe uma melhora em curso, mas ainda é cedo para afirmar que se trata de um movimento estrutural consolidado, principalmente considerando o nível de alavancagem da companhia”, afirmou
Com ganhos na casa dos 9,60%, a seguradora tem surfado o otimismo com os novos conselheiros de sua administração e a expectativa de queda de juros.
“A empresa segue sendo um caso clássico de reprecificação por expectativa. O mercado continua antecipando uma possível melhora operacional e ganhos de eficiência, o que sustenta o movimento de alta. Porém, a companhia ainda enfrenta desafios relevantes, principalmente na recomposição de base de clientes e margens, o que exige cautela ao projetar continuidade no longo prazo”, opina Rios.
Em alta de 9,27%, a fornecedora de aço vive um momento de avanço à medida em que seu setor ganha como alternativa aos investimentos em petróleo.
“A forte exposição ao mercado americano, somada ao ambiente de proteção comercial e demanda resiliente, sustenta uma tese mais consistente. Diferente de outros papéis, aqui existe um vetor estrutural mais claro, embora ainda dependente da manutenção do ciclo econômico nos Estados Unidos”, diz Rios.
Tanto a Petrobras (-4,33%) quanto a Prio (-2,55%) figuram entre as maiores perdas da semana em razão da volatilidade do petróleo e o fluxo de investidores globais, que afetaram o setor de forma ampla.
Para Breno Falseti, sócio da Rubik Capital, o principal fator por trás da queda da Petrobras na semana foi a volatilidade do preço da commodity. “A Petrobras, por ser a principal petroleira listada no mercado brasileiro e um dos ativos mais líquidos da bolsa, absorve diretamente esse fluxo”, afirma.
A companhia, entretanto, possui uma característica que a diferencia dos pares: o mercado precifica a expectativa de que a estatal não repasse integralmente os preços internacionais ao consumidor doméstico. Isso limita a valorização do papel em momentos de alta do barril, mas também amortece a queda em cenários de correção — como o desta semana, ele explica.
Já a Prio, como petroleira pura de exploração e produção, tem exposição mais direta ao preço do barril. A companhia não opera refino nem distribui combustíveis ao consumidor final, o que amplifica os movimentos em ambas as direções, afirma Falseti. “Nesta semana, a mesma volatilidade do petróleo que afetou a Petrobras atingiu a Prio com mais intensidade, justamente por não contar com o amortecedor da defasagem de preços domésticos”, explicou.
Em queda acumulada de 4,76%, o frigorífico divulgou um balanço de resultados que, inicialmente, agradou o mercado. Depois, houve uma correção natural que fez os investidores perceberem que a valorização era indevida.
O mercado ainda aguarda sinais mais concretos de que a nova estrutura e estratégia da companhia serão capazes de gerar valor de forma consistente. “Imagino que seja uma correção natural, com o mercado vendo que, de fato, o ciclo do gado nos Estados Unidos segue muito problemático”, afirma Reis
A rede de farmácias amargou um recuo de 6,18% no acumulado do período, após resultados abaixo das expectativas, o que gerou ajuste nas projeções do mercado. “Trata-se mais de uma correção de curto prazo em um papel que negocia com prêmio do que de uma deterioração estrutural da tese”, afirma Rios.
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