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Jatos privados ficam até 20% mais caros com disparada do combustível provocada pela guerra no Irã
Publicado 03/04/2026 • 13:26 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 03/04/2026 • 13:26 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Divulgação/Embraer
Jato executivo Praetor 600, da Embraer
Voar de jato particular ficou sensivelmente mais caro desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Os preços de fretamento subiram entre 5% e 15% em média, com casos de alta de até 20%, segundo a base de dados da corretora Amalfi Jets. O combustível de aviação atingiu média global de US$ 4,65 por galão, e os sobrecustos chegam a surpreender passageiros com voos já contratados meses antes.
O caso mais emblemático veio do CEO da corretora Vimana Private Jets, Ameerh Naran. Um cliente reservou um voo de Dubai a Londres em um jato executivo Boeing pelo equivalente a US$ 520 mil. O mesmo trajeto custava US$ 400 mil em 2023. A diferença de US$ 120 mil foi atribuída integralmente ao preço do combustível.
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Quase todos os contratos de fretamento incluem uma cláusula de variação de combustível, que permite às operadoras cobrar valores adicionais mesmo em voos reservados com meses de antecedência, segundo Amanda Applegate, sócia do escritório Soar Aviation Law.
Na prática, os sobrecustos variam conforme o porte da aeronave e a rota. Um voo de Palm Beach, na Flórida, a Phoenix, no Arizona, em um Bombardier Challenger 300, gerou uma taxa adicional de US$ 1.500. Já uma viagem de ida e volta da Costa Leste dos Estados Unidos à Ásia em um Gulfstream pode acumular US$ 20 mil em sobrecustos para cada dólar de aumento no preço do galão de combustível, segundo o broker Gregg Brunson-Pitts, da Advanced Aviation Team.
Operadoras de maior porte têm sido mais lentas para repassar os custos, por comprarem combustível em grandes volumes e quererem preservar o relacionamento com clientes. Algumas estão absorvendo perdas para não renegociar contratos. “Se estão tendo prejuízo hoje, vão precisar recuperar depois”, alertou Naran.
Diante da alta, brokers buscam alternativas para mitigar o impacto. Uma delas é o reabastecimento em países onde o combustível é mais barato, mesmo que isso implique tempo adicional de voo. A Amalfi Jets optou por absorver os sobrecustos para clientes com cartão de horas pré-pago, estratégia para fidelizar a base.
Alguns viajantes também estão migrando para aeronaves menores. “Alguns ficam muito chateados com isso. Costumavam voar em Citation X e agora estão em um Hawker 800”, disse Kolin Jones, CEO da Amalfi Jets. “Mas ainda estão voando de jato particular. Chegam talvez três minutos mais tarde, com o mesmo nível de experiência.”
Apesar da alta nos preços, a demanda por aviação executiva segue firme. Os voos de jatos de negócios cresceram 5% em relação ao ano anterior na semana encerrada em 22 de março, segundo a consultoria WingX. A Flexjet, operadora de jatos fracionados, registrou alta de 15% na utilização das aeronaves em relação ao mesmo período de 2025.
O setor também se beneficia do caos em aeroportos americanos provocado pelo shutdown parcial do governo, com filas de horas nos principais terminais do país. Nos cinco primeiros meses após o início do shutdown, em 14 de fevereiro, as partidas de jatos executivos cresceram ano a ano na maioria das regiões metropolitanas dos EUA.
Brunson-Pitts aconselha passageiros a confirmar com seus brokers se haverá sobrecusto de combustível antes do voo. Sobre o horizonte do setor, o broker mantém cautela otimista: “Isso também vai passar. Não significa que não está sendo doloroso, mas o preço do combustível sobe e depois cai.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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