Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Subvenção ao diesel chega perto do desfecho sem participação de Vibra, Ipiranga e Raízen
Publicado 03/04/2026 • 12:13 | Atualizado há 5 meses
Ações da Snowflake disparam 22% graças a resultados positivos e impulso na programação de IA
Trump propõe renomear o Estreito de Ormuz para ‘Estreito Trump’
Chevron vai ampliar operações na Venezuela e mais que dobrar produção com investimento de US$ 7 bilhões
CEO da Berkshire, Abel diz que Alphabet é uma “empresa relevante” em I.A após aumento da participação no 2º trimestre
Banco do Canadá avalia impacto das tarifas de Trump antes de decidir sobre juros
Publicado 03/04/2026 • 12:13 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
O programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal para conter os efeitos da guerra no Irã no preço dos combustíveis, e também na inflação, enfrenta dois fronts de resistência ao mesmo tempo. As três maiores distribuidoras de combustíveis do país, Vibra, Ipiranga e Raízen, ficaram fora da primeira fase do programa.
Entre os estados, Rondônia recusou aderir e o Rio de Janeiro segue aguardando a publicação da Medida Provisória para decidir.
A defasagem entre o preço do diesel no Brasil e o custo de importação chegou a 48% nesta quinta-feira (2), segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, cenário que a subvenção busca conter.
Leia também: ANP habilita Petrobras e outras quatro empresas para programa de subvenção ao diesel
Vibra, Ipiranga e Raízen, responsáveis por metade das importações privadas de diesel no país, deixaram o prazo de inscrição para a primeira fase encerrar sem protocolar adesão. As empresas não comentaram oficialmente o assunto, mas fontes do setor apontam dois fatores: insegurança jurídica e incompatibilidade entre o teto de venda exigido pelo programa e os valores praticados no mercado internacional.
O governo limitou o acesso à subvenção a quem vendesse o diesel importado a distribuidoras por valores entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro, dependendo da região. Com o combustível sendo negociado acima de R$ 6 no mercado externo durante o período de vigência, as empresas avaliaram que operar dentro do limite tornava as importações economicamente inviáveis.
A Petrobras, responsável por 77% das vendas de diesel no país em 2025, aderiu ao programa e foi habilitada pela ANP em dupla categoria, como produtora nacional e importadora autorizada. Distribuidoras de médio porte filiadas à Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis também participaram, entre elas Sul Plata Trading, Midas e Petro Energia.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO governo avalia que a ampliação do benefício na segunda fase, com subvenção adicional de R$ 1,20 por litro de diesel importado dividida entre União e estados, pode tornar o programa mais atrativo para as grandes distribuidoras privadas. O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu diálogo com as empresas que ficaram de fora da primeira fase.
No front dos estados, o governo avança, mas ainda sem unanimidade. Alckmin informou nesta quinta-feira (2) que mais de 90% dos governadores já sinalizaram ao Ministério da Fazenda que vão aderir à subvenção. O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou em entrevista à CNN que o governo está muito próximo de ter 100% de adesão.
Rondônia recusou formalmente aderir. O Rio de Janeiro segue aguardando a publicação da MP para analisar a adesão, apontando impacto mensal de R$ 30 milhões na arrecadação do estado, o que gera preocupação diante de um déficit orçamentário de cerca de R$ 19 bilhões previsto para 2026
São Paulo, por sua vez, sinalizou adesão. O governador Tarcísio de Freitas classificou a proposta como “razoável” e indicou que o estado tende a aderir ao mecanismo de compensação via Fundo de Participação dos Estados.
Dentro do governo, o sentimento é que a unanimidade será alcançada em algum momento, com a expectativa de que estados inicialmente de fora do programa adiram mais adiante.
A subvenção ao diesel é a segunda rodada de medidas do governo para conter a alta do combustível. Em março, o Ministério da Fazenda já havia anunciado a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel importado e uma subvenção direta de R$ 0,32 por litro. O diesel acumula alta de 24% nas bombas desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente