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Quem fala mal do Pix tem interesses que não são os da população brasileira, diz diretor do BC

Publicado 06/04/2026 • 19:46 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, afirmou que quem fala mal do meio de pagamento Pix "tem interesses que não são os da população brasileira".
  • Ele respondeu sobre ataques ao Pix - que tem sido alvo de críticas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Pix

O diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, afirmou nesta segunda-feira, 6, que quem fala mal do meio de pagamento Pix “tem interesses que não são os da população brasileira”. Ele respondeu sobre ataques ao Pix – que tem sido alvo de críticas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – após participar do XII Seminário Anual de Política Monetária promovido pelo Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), no Rio de Janeiro.

Durante palestra no evento, Picchetti falou do trabalho do Banco Central na regulação de ativos virtuais e stablecoins, com três resoluções aprovadas em novembro do ano passado.

“Por exemplo, você cobra IOF agora sobre remessas com os stablecoins da mesma forma que você cobra IOF de remessas de câmbio pelos canais convencionais”, lembrou Picchetti.

As novas normas preveem um prazo até outubro para as empresas se enquadrarem e se adaptarem, tanto as que já estão em operação quanto as que desejam entrar.

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“Eu acho que ele (mercado de ativos virtuais), primeiro, já é uma realidade, segundo, a natureza dos stablecoins é ter confiabilidade. A questão é que eu estava levantando quanto que ele vai conseguir coexistir com meios de pagamentos tradicionais, com todo o arcabouço que a gente já tem do sistema financeiro tradicional. Isso é uma coisa que a gente está vendo se desempenhar, aí. Muita gente achava que bitcoin ia ser uma revolução, que todo mundo ia usar dali a seis meses. E hoje em dia é um negócio mais de curiosidade ou de especulação do que realidade. Ninguém paga café, carro, nada em bitcoin, né?”, acrescentou o diretor.

Quanto ao desenvolvimento do Drex, plataforma que visa permitir transações financeiras seguras com ativos digitais, o diretor reconhece que “não é um caminho linear” e que há desafios tecnológicos. “Que não são nossos, são do mundo inteiro. Então a gente está estudando isso e junto com isso todo o arcabouço novo de funcionamento, como é que vão ser criados esses contratos inteligentes. Tudo isso está sendo estudado junto. Tem uma fase piloto que já foi concluída, começou outra”, disse ele.

E afirmou: “Pode ter um breakthrough tecnológico, você resolver algumas questões que por enquanto não estão resolvidas e isso se tornar possível logo depois. Pode nunca ser possível. Realmente é difícil de prever. (…) Tem, no fundo, uma grande questão de você conciliar a privacidade com escalabilidade. Não tem uma solução no mundo ainda para isso. E óbvio que você tem que ter as duas, né? Porque se a gente imagina o Drex reproduzir o sucesso do Pix, você vai ter milhões de transações ali por dia e a coisa tem que funcionar como o Pix funciona.”

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