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CNBCPreços do petróleo sobem e superam US$ 110 após Trump reafirmar prazo para bombardear usinas e pontes do Irã

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Subvenção do diesel pode impulsionar ações de aéreas, mercado precifica expectativas

Publicado 06/04/2026 • 22:14 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Medidas do governo trazem alívio pontual às aéreas, mas não eliminam as fragilidades estruturais do setor
  • Disparada do petróleo eleva o custo do querosene de aviação, que já concentra uma fatia relevante das despesas operacionais
  • Tarifas em alta refletem o repasse de custos, com aumentos expressivos e novas pressões à frente

Daniel Basil/Gov Brasil/Wikipedia

As medidas anunciadas pelo governo federal para aliviar a pressão sobre as companhias aéreas chegam em um momento crítico — e ajudam, mas estão longe de dissipar as nuvens carregadas que pairam sobre o setor. Segundo os especialistas ouvidos pelo Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, as ações do setor podem experimentar uma valorização no curto prazo, movida pelos anúncios desta segunda-feira (6). A condição das empresas, entretanto, impede ganhos maiores ou sustentados no médio e longo prazo.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as medidas são voltadas para socorrer as companhias de aviação civil frente o encarecimento dos combustíveis. Desde o início da guerra entre os EUA e o Irã, o preço do petróleo disparou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 por barril. O efeito em cadeia foi imediato: o querosene de aviação (QAV), um dos principais custos das empresas, acumulou alta superior a 50% e já representa entre 30% e 45% das despesas operacionais das aéreas.

Na prática, isso virou passagem mais cara. A Azul (AZUL4) já elevou os preços em mais de 20% nas últimas semanas, enquanto a Gol (GOLL4) sinaliza repasses adicionais — com impacto estimado de até 10% nas tarifas a cada dólar de aumento no combustível.

Segundo Arthur Horta, head de operações e análise do The Link Investimentos, as propostas para as companhias aéreas são positivas para o setor. As empresas vêm enfrentando um cenário desafiador desde a pandemia, agravado pelos sucessivos choques de petróleo — primeiro em 2022, com a guerra na Ucrânia, e agora com o novo movimento de alta decorrente do conflito no Irã. Diante da possibilidade de novos reajustes, a depender da evolução do cenário no Oriente Médio, o impacto sobre os balanços pode ser ainda mais pressionado.

“A redução de impostos e a oferta de linhas de crédito são medidas importantes para dar fôlego financeiro ao setor, que é altamente concentrado no Brasil e desempenha um papel essencial para o funcionamento da economia”, opina Horta.

Ainda assim, o efeito prático depende de um fator-chave: a demanda por passagens. Se as empresas conseguirem repassar os custos sem afastar passageiros, podem até preservar — ou melhorar — suas margens, diluindo custos fixos. Mas esse equilíbrio é delicado.

Um aumento mais agressivo nas tarifas pode esfriar a demanda e gerar o efeito oposto: aviões mais vazios, queda de receita e pressão adicional sobre a rentabilidade. Nesse cenário, o alívio proporcionado pelo governo pode ser insuficiente, afirma Renato Reis, analista da Blue3 Investimentos.

“Embora o pacote auxilie, não soluciona integralmente os desafios das empresas. A meu ver, as empresas aéreas ainda enfrentam dificuldades de sustentabilidade. Considerando a situação atual, acredito que o valor justo de Gol e Azul seria próximo de zero, pois as empresas não estão gerando caixa nem apresentando lucratividade”, afirma Reis.

Ele lembra que, embora benéfica, a medida é pontual e sujeita a alterações, visto que a cobrança dos impostos poderá ser retomada após a normalização dos preços do petróleo e o fim do conflito.

O impacto do pacote também não é uniforme dentro da cadeia. Fabricantes como a Embraer (EMBJ3) não são beneficiados diretamente, embora possam sentir efeitos indiretos caso a alta dos preços reduza o número de voos globalmente, o que provocaria uma redução nas vendas de aeronaves.

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