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Guerra já cobra seu preço e gasolina puxa o IGP-DI para alta 1,14% em março

Publicado 08/04/2026 • 09:12 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • IGP-DI sobe 1,14% em março e registra primeira leitura com impacto direto do conflito no Oriente Médio sobre os preços.
  • Gasolina avança 3,85% no IPC de março, com variações acima de 10% em algumas capitais brasileiras.
  • Combustíveis e fertilizantes já figuram entre as dez maiores influências do IPA, sinalizando pressão na cadeia produtiva.
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Foto: Freepik

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O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGPDI) subiu 1,14% em março, revertendo a queda de 0,84% registrada em fevereiro. O resultado marca o primeiro mês em que o índice passa a absorver, de forma mais clara, os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços da economia brasileira.

Com o resultado, o IGP-DI – medido pela FGV IBRE – acumula alta de 0,50% no ano e queda de 1,30% em 12 meses. Em março de 2025, o índice havia recuado 0,50% no mês e acumulava alta de 8,57% em 12 meses.

“O IGP-DI de março marca o primeiro mês em que os índices passam a incorporar, de forma mais clara, os efeitos diretos e indiretos do conflito no Oriente Médio”, afirmou Matheus Dias, economista do FGV IBRE, responsável pela análise do índice.

A inflação oficial, Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, referente ao mês de março de 2026, será divulgado na próxima sexta-feira (10).

Guerra chega aos preços ao produtor

No Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 1,38% em março após cair 1,21% em fevereiro, as maiores pressões ainda vêm de produtos agropecuários. Ainda assim, itens diretamente sensíveis ao conflito geopolítico, como combustíveis e fertilizantes, já figuram entre as dez principais influências do índice.

O sinal é relevante. Significa que a guerra, ao encarecer a energia globalmente, começa a contaminar a cadeia produtiva brasileira. As matérias-primas brutas avançaram 2,11% em março, ante queda de 3,03% em fevereiro. Os bens intermediários subiram 0,69%, revertendo a queda de 0,20% do mês anterior.

Gasolina lidera alta no consumidor

No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a alta foi de 0,67%, após queda de 0,14% em fevereiro. Sete das oito classes de despesa aceleraram no período.

A gasolina foi o item de maior destaque, com alta média de 3,85%. O comportamento foi heterogêneo entre as capitais, com variações superiores a 10% em algumas localidades. Transportes, que incluem o combustível, saltaram de 0,04% para 1,51% entre fevereiro e março. Alimentação também acelerou, de 0,07% para 1,31%.

“No varejo, o principal impacto ocorreu por meio da gasolina”, disse Dias. Para o economista, o encarecimento dos insumos energéticos já começa a se espalhar para outros setores.

Construção civil sente pressão da energia

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,54% em março, acima dos 0,28% de fevereiro. Materiais e equipamentos avançaram de 0,26% para 0,55%, enquanto mão de obra acelerou de 0,30% para 0,57%.

Entre os itens com maiores influências positivas no INCC, figuram cimento Portland comum, com alta de 1,80%, massa de concreto, com 1,43%, e blocos de concreto, com 1,27% — todos intensivos em energia. “Itens como massa de concreto, blocos e cimento já mostram pressão associada ao encarecimento dos insumos energéticos”, avaliou Dias.

Difusão da inflação amplia

O núcleo do IPC subiu 0,37% em março, acima dos 0,27% de fevereiro, indicando que a pressão inflacionária não se concentra em poucos itens. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com variação positiva, ficou em 65,48%, avanço de 8,38 pontos percentuais em relação a fevereiro, quando marcava 57,10%. A próxima leitura do IGP-DI, com dados coletados de 1º a 30 de abril, será divulgada em 8 de maio.

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