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Boeing acumula US$ 2 bilhões em perdas com Starliner após pior ano do programa
Publicado 05/02/2025 • 08:33 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 05/02/2025 • 08:33 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Boeing Starliner
Reprodução: Nasa
A Boeing perdeu mais de US$ 2 bilhões e conta com sua espaçonave Starliner, após um ano difícil em que o primeiro voo de astronauta da cápsula se transformou em uma dor de cabeça para a NASA.
O programa Starliner relatou encargos de US$ 523 milhões para 2024, sua maior perda em um único ano até o momento, informou a Boeing em um documento na última segunda-feira (3).
A empresa observou que a Starliner está sob um contrato de preço fixo da NASA, portanto, “há um risco contínuo de que perdas semelhantes possam ter de ser reconhecidas em períodos futuros”.
Desde 2014, quando a NASA concedeu à Boeing um contrato de preço fixo de quase 5 bilhões de dólares para desenvolver o Starliner, a empresa registrou perdas no programa quase todos os anos.
O programa da Boeing compete com a SpaceX, de Elon Musk, que já realizou 10 missões tripuladas para a NASA e continua voando com suas cápsulas Dragon.
No verão passado, o primeiro voo tripulado da Boeing deu errado após parte do sistema de propulsão da cápsula apresentar falhas. Embora a Starliner tenha levado os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams para a Estação Espacial Internacional, a NASA decidiu trazer a Starliner de volta vazia e utilizar a SpaceX para retornar a tripulação no início deste ano, uma escolha da agência que recentemente se tornou politizada.
Nem a Boeing nem a NASA forneceram detalhes sobre como ou quando pretendem resolver o problema de propulsão da Starliner.
Na semana passada, a Boeing confirmou que o vice-presidente da Starliner, Mark Nappi, deixou seu cargo, segundo a Reuters. O gerente do programa da ISS da Boeing, John Mulholland, foi nomeado como seu substituto. Mulholland já havia liderado o programa Starliner entre 2011 e 2020.
Há quase quatro meses, a NASA afirmou que estava mantendo “janelas de oportunidade para um possível voo da Starliner em 2025”, mas programou a SpaceX para transportar ambas as tripulações em missões previstas para a primavera e o final do verão.
A NASA especificou então que “o momento e a configuração do próximo voo da Starliner serão determinados assim que houver uma melhor compreensão do caminho da Boeing para a certificação do sistema”.
Desde outubro, a agência não atualizou sobre a Starliner.
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Juliana Colombo é jornalista especializada em economia e negócios. Já trabalhou nas principais redações do país, como Valor Econômico, Forbes, Folha de S. Paulo e Rede Globo.
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