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EUA e Ucrânia ainda podem fechar acordo sobre minerais, dizem autoridades
Publicado 17/02/2025 • 09:31 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 17/02/2025 • 09:31 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
REUTERS/Carlos Barria
As esperanças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de garantir acesso aos minerais raros da Ucrânia bateram de frente no último sábado (15), após o presidente Volodymyr Zelensky rejeitar a proposta, alegando que ela estava excessivamente focada nos interesses dos EUA.
As perspectivas de um pacto econômico em troca do apoio de Washington ao país devastado pela guerra ganharam força nos últimos dias, com discussões sobre um acordo mais amplo para encerrar o conflito. No entanto, Zelensky afirmou que a proposta apresentada até o momento não fornecia garantias de segurança concretas para o seu país.
“Eu não deixei os ministros assinarem um acordo nestes termos porque, na minha visão, ele não está pronto para nos proteger e garantir nossos interesses”, disse Zelensky à Associated Press no último sábado, em Munique. Os EUA haviam proposto assumir 50% dos minerais críticos da Ucrânia, informou a Reuters, citando três fontes familiarizadas com o assunto.
Ainda assim, autoridades na Conferência de Segurança de Munique afirmaram que há espaço para negociar um acordo viável para ambas as partes.
O senador republicano dos EUA, Lindsey Graham, afirmou no sábado que tal acordo poderia ser um “divisor de águas” na resolução do conflito e um “pesadelo” para o presidente russo, Vladimir Putin.
“Este acordo de minerais entre os Estados Unidos e a Ucrânia representa uma mudança significativa, porque o presidente Trump pode mostrar ao povo americano que a Ucrânia não é um fardo, mas sim um benefício”, declarou Graham no sábado.
“Se esse acordo de minerais acontecer, será um pesadelo para Putin, porque teremos algo para defender que não tínhamos antes”, acrescentou.
A Ucrânia é rica em vastos depósitos de minerais preciosos essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia. A Kyiv School of Economics estima que o país possui depósitos de 20 dos 50 materiais críticos, incluindo titânio, lítio e zircônio.
O presidente Trump disse que quer US$ 500 bilhões em minerais desse tipo da Ucrânia para ajudar a reduzir a dependência dos EUA da China. No entanto, Zelensky afirmou que qualquer exploração precisaria ser vinculada às garantias de segurança para a Ucrânia.
O senador democrata Chris Coons disse à CNBC no sábado que o acordo poderia ser “positivo” para ambos os lados, caso oferecesse garantias de segurança para Kiev.
“Se isso for uma oportunidade de investimento onde empresas americanas e outras empresas da Europa estariam envolvidas na mineração e processamento, de modo que possamos ser independentes das fontes chinesas desses minerais estratégicos — e se isso ajudar a aprofundar e fortalecer nossa parceria para garantir a segurança da Ucrânia no futuro… isso seria algo positivo”, disse Coons.
Ele acrescentou, no entanto, que há algumas descrições do acordo que são “bem diferentes disso”.
Política externa “transacional” A proposta atual dos EUA centra-se no uso dos minerais raros da Ucrânia “como compensação” pelos fundos já fornecidos pela administração Biden, bem como pelo pagamento de apoio futuro, conforme informou a Associated Press, citando autoridades ucranianas atuais e anteriores no sábado.
“Os EUA deixaram muito claro, a política externa deles será transacional, nada mais”, disse Binaifer Nowrojee, presidente da Open Society Foundation, à CNBC no domingo. No entanto, ela afirmou que a Ucrânia continua em uma “boa posição para negociar”.
A Ucrânia busca há muito tempo desenvolver sua indústria de minerais críticos e um acordo com os EUA poderia fornecer o apoio necessário para o trabalho intensivo de capital na extração e processamento dos minerais.
Nataliia Shapoval, chefe do KSE Institute, um think tank dentro da Kyiv School of Economics, que compilou um banco de dados dos minerais críticos da Ucrânia, concordou que um acordo poderia ser mutuamente benéfico para ambos os países, desde que as negociações sejam feitas “de boa fé”.
“A Ucrânia quer acreditar que Trump quer uma base econômica e séria para discussões com Putin. Se houvesse mais investidores dos EUA na Ucrânia, haveria mais base para proteger a Ucrânia”, disse Shapoval à CNBC na quinta-feira, por vídeo chamada.
No entanto, ela enfatizou que qualquer acordo deve conter mais do que reparações e precisaria andar de mãos dadas com um acordo mais amplo com a Rússia para acabar com os combates.
“Se Trump não planeja usar materiais críticos como parte do quadro para negociações com a Rússia, e está apenas pensando em reparações pela ajuda, será uma perda de tempo para todos os envolvidos”, finalizou.
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