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Sobretaxa preocupa agro brasileiro e pode afetar pequenos produtores, diz coordenador do Insper Agro Global
Publicado 05/08/2025 • 21:50 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 05/08/2025 • 21:50 | Atualizado há 11 meses
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Previsto para entrar em vigor nesta quarta-feira (7), o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, preocupa o agro brasileiro. O coordenador do Centro Insper Agro Global, Marcos Jank, alertou para os possíveis impactos da medida sobre as exportações do agronegócio brasileiro. Em entrevista ao Jornal Times Brasil – Exclusivo CNBC, ele destacou que, embora produtos como celulose e suco de laranja tenham ficado de fora da sobretaxa, cerca de 80% das exportações do agro brasileiro para os EUA seguem vulneráveis.
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Segundo Jank, o café é um dos itens mais sensíveis, representando 30% das importações do produto pelos norte-americanos. Apesar de os Estados Unidos não produzirem café, o produto foi incluído na lista de tarifas, o que, na visão do especialista, não tem justificativa econômica. A expectativa é que a pressão de grandes empresas do setor, como Starbucks e McDonald’s, leve à exclusão do item nas próximas rodadas. Já produtos como carne bovina, açúcar, frutas tropicais, pescados e etanol também preocupam, especialmente por sua relevância para pequenos e médios produtores.
Jank ressaltou ainda que a sobretaxa ameaça principalmente cadeias produtivas compostas por agricultores familiares, como é o caso da tilápia, das frutas frescas e do café cultivado por cooperativas de pequenos produtores. “Mesmo que os EUA representem cerca de 6% das exportações do agro brasileiro, essas medidas mudam as regras do comércio internacional e criam instabilidade”, afirmou. Ele citou que o modelo de regras da OMC, como o princípio da nação mais favorecida, está sendo superado por disputas unilaterais, ampliando os riscos para países exportadores como o Brasil.
O coordenador do Insper também chamou atenção para os efeitos indiretos das negociações comerciais dos EUA com outros países, como China, Japão e União Europeia, que podem resultar em acessos preferenciais e prejudicar a competitividade brasileira. Diante do cenário, ele defendeu maior presença do governo brasileiro em Washington e articulação com o setor privado. “É hora de conversar, de estar presente. Precisamos retomar o diálogo com os EUA com urgência”, concluiu.
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