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Especialista avalia expectativas e impactos da aquisição do Banco Master pelo BRB
Publicado 30/03/2025 • 13:04 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 30/03/2025 • 13:04 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), anunciada no fim desta semana, promete movimentar o setor bancário brasileiro. Com um valor de aquisição de R$ 2 bilhões, a operação ainda precisa passar pela aprovação do Banco Central, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e de outros órgãos reguladores. No entanto, especialistas do mercado já se mostram otimistas quanto à viabilidade da transação.
Em entrevista ao Jornal Times Brasil deste sábado (29), o professor de economia da FGV e sócio da GO Associados, Gesner Oliveira, analisou os potenciais impactos dessa aquisição no setor bancário e na economia.
“Tenho a impressão de que será uma operação que tem condições de ser aprovada pelos órgãos reguladores, pois o BRB vem expandindo rapidamente e possui a capacidade de implementar novas operações. O banco já tem se mostrado bastante dinâmico, e a aquisição do Banco Master deverá contribuir para essa expansão”, afirmou Gesner Oliveira.
O objetivo da compra, conforme divulgado pelo BRB, é expandir a atuação do banco em segmentos estratégicos como crédito consignado, câmbio, mercado de capitais e inclusão digital. Para Gesner, essa movimentação pode trazer benefícios tanto para os correntistas quanto para os investidores. “Acredito que a aquisição será positiva para os consumidores, pois o BRB está buscando atender à demanda crescente por serviços bancários digitais, oferecendo mais alternativas no mercado”, disse o economista.
O BRB, com 8,9 milhões de clientes e R$ 61 bilhões em ativos, já tem mostrado um grande dinamismo, mas ao adquirir o Banco Master, que possui especialização em nichos como crédito consignado, atacado e câmbio, o banco estatal expande sua presença em áreas ainda não totalmente exploradas. Além disso, a compra do Will Bank, o banco digital do Grupo Master, fortalece a estratégia de inclusão financeira de baixa renda e a presença digital do BRB.
Gesner vê com bons olhos a combinação de forças entre as duas instituições, pois acredita que ambas têm competências complementares. “A complementaridade entre os dois bancos vai gerar uma solução mais robusta para os clientes, especialmente em nichos que o BRB ainda não tinha desenvolvido em grande escala”, disse ele.
Além da aquisição, o Brasil também viu o anúncio de dados econômicos relevantes, como o recorde de geração de empregos de 432 mil postos de trabalho em fevereiro, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). No entanto, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE apontou um leve aumento no desemprego, o que sugere uma desaceleração no mercado de trabalho.
“Apesar do aumento na taxa de desemprego, estamos vendo um mercado de trabalho aquecido, com uma alta demanda por mão de obra qualificada, especialmente nos setores da construção. A economia ainda está em expansão, e o mercado de trabalho é o último a sentir os efeitos da desaceleração”, destacou Gesner.
No cenário monetário, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 1 ponto percentual, levando-a a 14,25% ao ano. O mercado espera que o próximo aumento da taxa seja mais modesto, de cerca de 0,5%. Gesner explicou que essa medida reflete a preocupação do Banco Central com a inflação, que segue acima da meta estipulada. Ele prevê que a taxa de juros continue alta até o final de 2025, com uma expectativa de encerramento de 15% ao ano.
“Os aumentos de juros estão relacionados a uma inflação persistentemente alta, o que exige medidas mais rigorosas. No entanto, esperamos que a economia desacelere no segundo semestre, com um crescimento mais modesto em 2025, em torno de 2%”, afirmou Gesner.
Por fim, o especialista comentou sobre os riscos da elevação das tarifas de importação nos Estados Unidos, que poderiam gerar uma retaliação global.
Embora, segundo ele, o Brasil não dependa tanto do mercado americano quanto outras economias, Gesner reconheceu que o aumento das tarifas pode afetar setores como o aço e a indústria automotiva. No entanto, ele acredita que alguns produtos brasileiros, como soja, milho e carne, podem se tornar mais competitivos devido ao encarecimento dos custos nos Estados Unidos.
“Embora o cenário internacional seja preocupante, produtos do agro brasileiro, como soja e milho, podem se beneficiar da situação, tornando-se mais competitivos no mercado global”, concluiu.
Essa transação do BRB e as questões econômicas e monetárias indicam que o Brasil está em uma fase de transformação, com grandes movimentações no mercado bancário e desafios inflacionários à frente. O que se espera é que essas mudanças tragam novas oportunidades para os consumidores e investidores, enquanto o país navega em um cenário de desaceleração econômica global.
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