Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Sob pressão, Raízen busca alternativas para reduzir a dívida
Publicado 26/01/2026 • 11:30 | Atualizado há 3 semanas
BCE amplia acesso global à liquidez em euros e tenta fortalecer moeda
Três sinais de que você e seu parceiro podem ser financeiramente incompatíveis
Conheça a designer de 47 anos que faz vestidos de US$ 8 mil para patinadoras olímpicas
O que vem a seguir para Cuba? Trump aumenta a pressão enquanto a ilha fica sem combustível de aviação
Interesses dos EUA e da Europa estão “interligados”, diz Rubio
Publicado 26/01/2026 • 11:30 | Atualizado há 3 semanas
Enquanto não capta investimentos para lidar com uma dívida crescente, a Raízen está estudando formas de deixar suas finanças mais controladas. O novo plano da companhia é envolve um aumento de capital estimado entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
A companhia, fruto de uma joint-venture entre Cosan e Shell, terminou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 53,4 bilhões, um aumento de 48% na comparação anual. A relação entre endividamento e Ebitda alcançou 5,1x, margem que é vista com pessimismo pelos investidores.
Aumentar o capital significa emitir novas ações. É uma forma de buscar novas formas de financiamento no mercado privado. A ideia é oferecer essas ações para investidores atuais prioritariamente. Pode haver a entrada de novos acionistas, mas isso não é obrigatório.
No caso da Raízen, o que preocupa é o fato de que os controladores atuais (Shell e Cosan) não deram indícios claros de que pretendem desembolsar dinheiro para adquirir essas novas ações. A Cosan, vale lembrar, ainda tem uma dívida elevada – mesmo após um aporte recente de BTG Pactual e Perfin.
A alternativa seria ofertar ações para terceiros. Neste caso, pode ser necessário ofertar os papéis com desconto. Isso implicaria em uma diluição dos investidores atuais.
O aumento de capital, ainda que relevante, não deve ser a solução para todos os problemas da Raízen. A companhia ainda precisa se desfazer de ativos custosos - principalmente fora do Brasil. A venda de alguns desses ativos na Argentina deve ajudar a engordar o caixa em R$ 10 bilhões.
Enquanto nada está definido por ora, as ações da Raízen sobem mais de 2,4% no pregão desta segunda-feira (26). Os papéis acumulam queda de 57% nos últimos 12 meses. A empresa vale atualmente pouco mais de R$ 1,13 bilhão.
Mais lidas
1
Assaí reduz expansão, corta custos e avalia venda de lojas; veja os bastidores
2
Ajuda mexicana chega à Cuba em meio a racionamento severo de energia e falta de combustível
3
Bolsa fecha no Carnaval? Veja como a B3 opera no feriado
4
Calote de R$ 5 bi opõe bandeiras e maquininhas de cartão de crédito após crise do Will Bank
5
Esquema de propina teria bancado avanço da Aegea em concessões de água e esgoto