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“Temos que pensar em América + 1, e esse ‘1’ pode ser o Brasil”, diz embaixador japonês; assista
Publicado 24/04/2025 • 18:20 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 24/04/2025 • 18:20 | Atualizado há 9 meses
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O embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, afirmou que o Brasil pode ocupar um papel estratégico na política de diversificação econômica japonesa diante dos atuais desafios globais. “Temos que pensar em América + 1, e esse ‘1’ pode ser o Brasil”, declarou em entrevista ao jornal Radar, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A fala faz referência à estratégia adotada por empresas e governos asiáticos para reduzir a dependência de grandes potências e mercados tradicionais, como Estados Unidos e China. Segundo Hayashi, o Japão busca parceiros comerciais na América Latina e considera o Brasil um dos principais candidatos.
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A declaração ocorre no contexto da celebração dos 130 anos de relações diplomáticas entre os dois países, marcada por novos acordos e ampliação de investimentos. No último mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em visita oficial ao Japão, acompanhado por 11 ministros e mais de 100 empresários.
A viagem, classificada como de “primeira categoria” pelo governo japonês, resultou em dez acordos governamentais e 80 instrumentos de cooperação entre empresas, universidades e organizações. “Foi uma visita histórica no contexto bilateral. Organizamos um fórum econômico com mais de 500 empresários japoneses e brasileiros”, disse o embaixador.
Entre os temas discutidos, destacou-se a exportação de carne bovina brasileira para o Japão, negociação que ocorre há cerca de duas décadas. A principal restrição era a febre aftosa, mas o Brasil está livre da doença desde 2023, sem a necessidade de vacinação, requisito exigido pelo Japão.
Falta, porém, a certificação internacional, prevista para ser emitida no próximo mês. “Os dois líderes decidiram enviar inspetores japoneses ao Brasil. Estamos preparando essa visita e os especialistas vão fortalecer os trabalhos para buscar uma solução”, afirmou Hayashi.
Outro acordo firmado prevê a recuperação de pastagens degradadas no Brasil, com o objetivo de recuperar áreas produtivas, ampliar a sustentabilidade agrícola e reduzir o desmatamento. “Decidimos avançar essa cooperação para resolver o problema da queda de produtividade agrícola e do desmatamento”, disse o diplomata.
O Japão também planeja aumentar a mistura de etanol na gasolina, com meta de 10% até 2030 e 20% até 2040. Empresas japonesas demonstraram interesse em importar etanol brasileiro e investir na transformação desse combustível em SAF (combustível sustentável de aviação). “Várias empresas japonesas têm projetos experimentais para tornar essa tecnologia viável”, destacou Hayashi.
Durante a visita presidencial, os governos decidiram criar um “marco estratégico Japão-Mercosul” para aprofundar discussões sobre acordos comerciais. Segundo o embaixador, embora ainda seja necessário avançar nas negociações, o movimento formaliza o interesse de aproximação.
Desde o início de 2023, empresas japonesas anunciaram mais de R$ 4 bilhões em investimentos no Brasil. O setor automotivo lidera, com marcas como Toyota, Honda e Nissan ampliando suas fábricas. Há expectativa também de expansão na indústria aeronáutica, com a compra de 20 aeronaves brasileiras por uma companhia aérea japonesa.
Hayashi comentou ainda sobre as negociações comerciais entre Japão e Estados Unidos, que reduziram tarifas sobre produtos japoneses de 24% para 10%. O Japão mantém relação estratégica com os Estados Unidos, tanto no comércio quanto na segurança nacional.
“O nosso ministro responsável por esses negócios visitou Washington há duas semanas e voltará nesta semana para uma segunda rodada de negociações”, afirmou. O embaixador reforçou a importância da diversificação comercial para mitigar riscos globais e considerou o Brasil uma alternativa relevante nesse cenário.
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