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Quase metade dos brasileiros deve presentear no Dia das Mães
Publicado 05/05/2025 • 12:39 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 05/05/2025 • 12:39 | Atualizado há 9 meses
Alexandra Gorn/Unsplash
O Dia das Mães deve aquecer o comércio em 2025, segundo uma pesquisa nacional da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), realizada pela PiniOn. O levantamento, que ouviu 1.631 pessoas, mostra que 46,7% dos brasileiros pretendem comprar presentes na data comemorativa.
Outros 32% afirmaram que não devem realizar compras, enquanto 21,3% continuam indecisos. Houve um leve aumento tanto na intenção de compra quanto na quantidade de pessoas que não devem presentear, reduzindo a parcela dos que ainda não decidiram.
Entre os que planejam comprar presentes, 39,7% afirmaram que vão gastar mais do que em 2024. Já 34,2% pretendem reduzir os gastos. Ambos os índices cresceram em relação ao ano anterior, embora de maneira mais tímida no caso dos que vão economizar.
A maioria dos consumidores (77,6%) espera desembolsar entre R$ 50 e R$ 600 nas compras para a data.
A pesquisa revelou ainda que 43,7% dos consumidores pretendem fazer suas compras em pequenos comércios, principalmente de forma presencial — preferência de 60,8% dos entrevistados. Apenas uma minoria considera antecipar o 13º salário para aproveitar a data, com 69,4% descartando essa possibilidade.
Em contrapartida, categorias como móveis, eletrodomésticos e produtos digitais registraram queda e somam 38,4% das intenções, percentual inferior aos 45,1% anotados no ano passado.
A redução pode estar ligada ao aumento das taxas de juros, o que também impacta na forma de pagamento.
Neste ano, há menor disposição ao parcelamento. A preferência se concentra em pagamentos à vista com dinheiro, cartão de débito ou PIX — este último em crescimento, mas ainda atrás dos métodos mais tradicionais.
Segundo a ACSP, esse comportamento reflete o cenário de juros altos e o endividamento das famílias.
“A intenção de comprar na data aumentou moderadamente em relação à pesquisa do ano passado, refletindo a situação financeira mais difícil enfrentada pelas famílias, num contexto de juros altos, elevado endividamento e fortes aumentos de preços de produtos básicos. De todo modo, a maior propensão a comprar de forma presencial, em pequenos estabelecimentos, beneficiaria especialmente o comércio mais tradicional”, afirma Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.
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