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Inclusão de mães no mercado de trabalho ainda é negligenciada pela maioria das empresas, aponta pesquisa
Publicado 09/05/2025 • 14:42 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 09/05/2025 • 14:42 | Atualizado há 10 meses
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Pexels
A realidade das mães no mercado de trabalho brasileiro continua com obstáculos estruturais e culturais. Uma pesquisa realizada pela plataforma de empregos Catho aponta que 63,3% das empresas no país ainda não possuem programas de inclusão, capacitação ou reconhecimento voltados às mães, ou gestantes.
Apenas 15% dos profissionais ouvidos disseram trabalhar em empresas com iniciativas voltadas às necessidades da maternidade. Um dado que, segundo o estudo, revela como as ações de equidade de gênero e diversidade ainda engatinham na maioria das companhias.
“Incluir mães no mercado vai além da contratação. É preciso criar um ambiente que permita seu desenvolvimento profissional e o equilíbrio com responsabilidades pessoais”, diz Christiana Mello, diretora de Growth B2B para pequenas e médias empresas da Catho.
Entre os poucos benefícios voltados ao público materno, os mais citados foram horários flexíveis (18,9%), salário-família (17,5%) e plano de saúde para dependentes (16,6%). Ainda assim, essas medidas são consideradas insuficientes diante da falta de programas estruturados e do baixo nível de comprometimento com políticas inclusivas.
A pesquisa também aponta um agravamento nas barreiras enfrentadas por mães nos processos seletivos. Em 2025, 36,9% dos respondentes disseram já ter presenciado resistência da liderança para contratar ou promover mães, ou gestantes, um aumento de 3 pontos percentuais em relação a 2024.
“Esse dado é um alerta. Além de contrariar princípios de diversidade, essa postura faz com que empresas percam talentos valiosos”, disse Mello.
A ausência de ações concretas também compromete a retenção de profissionais e a construção de ambientes mais diversos. Estudos internacionais, como os da consultoria McKinsey & Company, mostram que empresas com maior diversidade de gênero têm 25% mais chances de alcançar resultados financeiros superiores. “A diversidade genuína favorece ambientes mais criativos, produtivos e preparados para os desafios do futuro”, complementou a executiva.
Entre as estratégias citadas como essenciais para reverter esse cenário, estão a flexibilização da jornada, programas de reintegração após a licença-maternidade e ações contínuas de capacitação. Além disso, Mello destaca a importância de combater vieses inconscientes que influenciam decisões de contratação e promoção.
“A transformação passa por mudanças culturais e estratégicas. Incluir mães no mercado de trabalho não é só uma questão de responsabilidade social, mas também de oferecer oportunidades reais de crescimento a profissionais e empresas”, concluiu.
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