Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Parceria da Netflix com a Warner escancara desgaste do modelo dos streamings
Publicado 07/06/2025 • 15:56 | Atualizado há 4 meses
Aliado sob pressão: por que a Rússia se importa com o risco de colapso do Irã
Airbnb contrata ex-chefe de GenAI da Meta como novo diretor de tecnologia
A cartilha de Trump sobre Groenlândia, Venezuela e Irã para enfrentar a China
Fim de subsídios do Obamacare já deixa milhões sem plano de saúde nos EUA; entenda
Ford amplia linha de SUVs de alto desempenho com modelo ‘mais acessível’
Publicado 07/06/2025 • 15:56 | Atualizado há 4 meses
Pexels
Consolidada como a maior plataforma de streaming mundial, a Netflix surpreendeu seus assinantes e o mercado publicitário ao anunciar que chegou a um entendimento com a Warner para disponibilizar os filmes produzidos pelo estúdio de cinema em seu catálogo. O serviço servirá como a terceira janela dos longas da empresa, depois da conclusão do circuito cinematográfico das obras e de um período de exclusividade da HBO Max, serviço de VOD do conglomerado da Warner.
A novidade, que já está sacramentada e garantida até pelo menos o final de 2028, é espantosa. Não faz muito tempo que todas as plataformas de streaming brigavam entre si para terem conteúdos absolutamente exclusivos, sem nenhum tipo de divisão com suas concorrentes. Até mesmo a Netflix, que nasceu apenas como uma agregadora de conteúdo, precisou evoluir e passou a contar também com produções próprias, já que seus executivos rapidamente notaram que acabariam sucumbindo caso se mantivessem dependentes de terceiros para alimentar seu catálogo.
Leia também
Netflix afirma que seu plano com anúncios tem 94 milhões de usuários mensais ativos
Warner compra fatia em empresa de streaming de Dubai por US$ 57 milhões, diz agência
As produções da Warner não vão entrar para o catálogo permanente da Netflix, mas farão parte da plataforma e da HBO Max simultaneamente durante um considerável período. E isso, é claro, levanta uma pergunta óbvia: não estaríamos cada vez mais perto do estouro da bolha dos streamings?
A união de duas gigantes sinaliza, no mínimo, que as pessoas estão menos dispostas a pagar por uma infinidade de serviços para conseguir assistir a todos os conteúdos que desejam.
Antes da popularização dos serviços de vídeo sob demanda, o “máximo” do entretenimento caseiro eram os pacotes premium das operadoras de televisão por assinatura, que custavam menos de R$ 400 mensais – já considerando os valores adicionais pelos canais com a primeira janela pós-cinema dos filmes de Hollywood, como Telecine e HBO, e a assinatura do Premiere, tradicional serviço que transmite todos (ou a imensa maioria) dos jogos do Brasileirão e da Copa do Brasil.
A televisão por assinatura perdeu força e se viu sufocada por um esvaziamento de assinantes e ainda pela ganância das produtoras de conteúdo, que haviam se cansado de dividir seus lucros com outros players. A Disney, por exemplo, encerrou a operação de diversos canais competitivos no Brasil, como o Star Channel e o National Geographic, e passou a disponibilizar os conteúdos que faziam parte da programação diária das emissoras com exclusividade em seu streaming, o Disney+.
A empresa do Mickey Mouse não foi a primeira – e nem será a última – a desinvestir na televisão por assinatura. É, aparentemente, um caminho sem volta. Mas isso desperta outra questão: até quando os assinantes vão pagar o mesmo preço por pacotes cada vez mais enxutos? Os canais de filmes estão cada vez mais desinteressantes. É difícil zapear e não se deparar com a enésima reprise de Todos Menos Você em algum dos canais da HBO, por exemplo. Até mesmo o futebol foi pulverizado, com os direitos de transmissão do Brasileirão espalhados por emissoras abertas e canais digitais.
O consumidor final, que antes precisava gastar apenas cerca de R$ 400 para ter acesso ao máximo do entretenimento, agora gasta muito mais. O preço das operadoras de televisão por assinatura, como já dito nesta coluna, não encolheu. E o cliente, além dela, agora precisa pagar para achar suas séries e programas favoritos em incontáveis plataformas de streaming: Netflix, HBO Max, Apple TV+, Prime Video, Globoplay, Paramount+... há um perigo sério de que algum outro serviço tenha surgido enquanto esta edição de Fábrica de Mídia estava sendo produzida.
A milionária união da Netflix com a Warner mostra apenas que estamos diante de um sinal escancarado que a pulverização dos conteúdos em múltiplas plataformas está com os dias contados. E, mais uma vez, iremos presenciar uma – necessária, conste-se – readequação do mercado. É um dos raros casos em que o consumidor finalmente se beneficiará, contrariando a lógica histórica do mercado audiovisual.
___
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Flamengo: por que o clube ficou fora da Copinha 2026?
2
Banco Master: demora do FGC nos pagamentos é irregular pela lei? Entenda
3
EUA suspendem processamento de vistos: Brasil está na lista
4
Golpe mira beneficiários do FGC: app falso instala trojan bancário em celulares Android
5
Operação da PF mira Nelson Tanure por fundos ligados ao Banco Master