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Taxas de juros recuam com expectativa de avanço na agenda de corte de gastos
Publicado 09/06/2025 • 19:07 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 09/06/2025 • 19:07 | Atualizado há 9 meses
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Setor industrial sente efeito da Selic de 15% e registra queda em julho.
Os juros futuros fecharam esta segunda-feira (9) em queda, definida no período da tarde, após estresse pela manhã com o que foi oficialmente divulgado da reunião entre Executivo e Legislativo sobre as medidas fiscais em alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Diante das pesadas críticas ao fato de que, de concreto, só foram apresentadas propostas pelo lado da receita, o mercado avalia que crescem as chances de avanço em medidas mais estruturais, de corte de despesas, que foram apresentadas no encontro, embora sem consenso.
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A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 fechou em 14,850%, de 14,920% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2027 caiu de 14,32% para 14,18%. A do DI para janeiro de 2029 cedeu de 13,73% para 13,63%.
O governo vai recalibrar o decreto com mudanças no IOF, tendo como principal ponto a retirada da alíquota fixa para risco sacado. As mudanças serão compensadas basicamente com maior arrecadação vinda do sistema financeiro e das apostas online via Medida Provisória (MP). Também foi acordada redução de benefícios tributários em 10%, mas não houve detalhes sobre medidas de redução de despesas de caráter mais estrutural, que o mercado tanto pede.
“O mercado ficou desapontado. Não teve medidas estruturantes que possam melhorar o caráter das contas públicas”, resumiu o estrategista-chefe da EPS Investimentos, Luciano Rostagno.
Porém, segundo apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), os participantes da reunião debateram temas estruturais, mas não houve um acordo imediato que permitisse anunciar as medidas, que envolvem a redução dos gastos tributários e revisão de despesas, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Fundeb, e os fundos de participação de Estados e municípios (FPE e FPM), além das próprias emendas parlamentares.
“De manhã, o noticiário estava meio assustador, só tinha medida de arrecadação. Parece que vai vir algo na parte de despesas também, até porque tem muita gente criticando”, afirma o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi. Ele lembra que as alterações na proposta do IOF geraram repercussão fortemente negativa em entidades de classe, como Anbima e Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), entre outras.
A expectativa agora é sobre como será a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está retornando da França, frente às propostas, num quadro em que reduções mais profundas nas despesas podem encontrar resistência em função da queda da popularidade do governo.
Com o foco nas medidas, o exterior e a agenda local, nesta segunda-feira reduzida, ficaram em segundo plano. A pesquisa Focus trouxe redução nas medianas de IPCA 12 meses à frente, de 4,81% para 4,77%, e também para 2025, de 5,46% para 5,44%.
Ambas, no entanto, seguem muito acima da meta de inflação de 3%. Os juros dos Treasuries caíram, de olho nas negociações entre Estados Unidos e China e antes da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de maio.
Por aqui, o mercado na terça-feira já conhecerá na abertura o IPCA de maio. A mediana das estimativas é de 0,34%, ante 0,43% em abril. A média dos núcleos também deve ter desaceleração relevante, de 0,51% para 0,37%, segundo apurou o Projeções Broadcast.
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