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Instituto Gerir pede investigação da Justiça de Goiás sobre contratos hospitalares
Publicado 27/06/2025 • 14:07 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 27/06/2025 • 14:07 | Atualizado há 7 meses
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Polícia Federal
Marcelo Camargo/Agência Brasi
O Instituto Gerir, organização social (OS) que administra unidades hospitalares em diversos estados do Brasil, afirmou que foi vítima de um esquema de favorecimento envolvendo a empresa DM Clean e o escritório WFaria, responsável pelo serviço de compliance da instituição. A denúncia integra uma investigação conduzida pela 11ª Vara Federal de Goiás sobre suspeitas de desvio de verbas públicas.
Segundo Eloiza Emidio, a advogada do Instituto Gerir, os advogados do escritório WFaria, Wilson Rodrigues de Faria e Leonardo Mazilo – atuavam na fiscalização de processos internos e no acompanhamento de contratos com empresas terceirizadas.
No entanto, de acordo com o Instituto, ambos mantinham participação oculta na DM Clean, empresa que firmou contratos de limpeza hospitalar com a organização.
“O Gerir abriu um edital, um chamamento público, para os interessados ofertarem o serviço de limpeza. Só que, por interesse próprio, ele [Wilson] entrou como sócio oculto na empresa de limpeza e começou a retirar informações privilegiadas de dentro do Instituto”, relatou a advogada em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ainda conforme o relato da representante do Instituto, Wilson Rodrigues de Faria acessava dados internos como valores apresentados pelos concorrentes nos processos de licitação e repassava essas informações à DM Clean, o que possibilitava que a empresa apresentasse a melhor proposta e vencesse os contratos.
“Ele trocava e-mails pelo próprio endereço institucional da WFaria informando, por exemplo, que em Barueri não seria feito chamamento público, mas sim convocação direta. Assim, a DM Clean sempre tinha o melhor preço e atendia às expectativas do Instituto, porque pegava internamente as informações”, afirmou a advogada.
A DM Clean chegou a atuar em 16 unidades hospitalares administradas pelo Instituto Gerir, tornando-se praticamente a única prestadora de serviços de limpeza. Segundo a advogada, a empresa não possuía capacidade técnica nem capital compatível com a dimensão dos contratos firmados.
De acordo com o Instituto, a situação veio à tona quando a DM Clean moveu uma ação judicial contra Wilson Rodrigues de Faria, pedindo o reconhecimento de sociedade de fato. A partir daí, o Instituto Gerir iniciou uma sindicância interna e localizou evidências do favorecimento.
“Verificamos que havia empresas com propostas menores que foram desconsideradas. A gente começou a investigação interna e movemos uma ação contra ele também, de ressarcimento, com todas as provas, e-mails trocados e documentos mostrando como o Instituto foi prejudicado”, declarou a advogada.
Ela afirmou que o Instituto Gerir também acionou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que apure a conduta ética e profissional de Wilson Rodrigues de Faria e do escritório WFaria.
Perguntamos ao representante do escritório WFaria se o advogado reconhecia o envolvimento na DM Clean enquanto era contratada do Instituto Gerir e se havia alguma posição sobre as acusações do instituto, mas, em nota, o representante informou que não compreendeu os questionamentos. Estamos abertos e à disposição para esclarecimentos.
Segundo a advogada, a investigação conduzida pela Polícia Federal identificou indícios de que valores obtidos com os contratos eram enviados para o exterior e que Wilson ministrava cursos sobre evasão de divisas.
“Dentro do processo, ele próprio reconheceu que era investidor-anjo da DM Clean, o que caracteriza conflito de interesses, já que ele era responsável pelo compliance e deveria justamente zelar pela regularidade desses processos”, disse.
A advogada afirmou ainda que o Instituto desconhecia, à época da contratação, que Wilson já havia sido investigado anteriormente por desvio de recursos em outro caso. “Ele foi muito bem indicado no mercado. Só depois, este ano, descobrimos o histórico”, acrescentou.
O Instituto Gerir declarou que se considera vítima no caso e busca ressarcimento financeiro pelos prejuízos causados, além de responsabilização administrativa e criminal dos envolvidos.
A organização afirmou ter revisado seus procedimentos internos após o episódio e reconheceu falhas no processo de contratação da DM Clean. A DM Clean, alvo da investigação, encerrou suas atividades acumulando dívidas superiores a R$ 20 milhões.
O caso corre na 11ª Vara Federal de Goiás, depois de ter sido investigada pela Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Goiás.
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