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Dólar volta a superar R$ 5,50 com tarifa de Trump para o Brasil
Publicado 09/07/2025 • 20:01 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 09/07/2025 • 20:01 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Moeda brasileira
O dólar acentuou bastante o ritmo de alta no mercado local ao longo da tarde desta quarta-feira, 9, com busca por posições cambiais defensivas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretendia anunciar ainda hoje ou na quinta (10) o nível de tarifas de importação que seria aplicado ao Brasil.
Com o mercado à vista já fechado, Trump anunciou tarifas de 50% a produtos brasileiros, o que levou a uma disparada do dólar futuro para agosto, que atingiu o nível de R$ 5,63, em paralelo à deterioração dos demais ativos domésticos.
O dólar à vista, que registrou máxima a R$ 5,5034 na reta final dos negócios, encerrou a sessão em alta de 1,04%, a R$ 5,5024 – maior valor de fechamento e acima do nível de R$ 5,50 pela primeira vez desde 25 de junho (R$ 5,5551). A liquidez foi contida em razão de feriado no estado de São Paulo.
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Com a arrancada desta quarta, a divisa passa a acumular alta de 1,43% na semana e de 1,26% nos sete primeiros pregões de julho, depois terminar o primeiro semestre com desvalorização de 12,07%. No ano, a moeda americana agora recua 10,97% em relação ao real.
“O dólar estava relativamente tranquilo até a declaração do Trump sobre o Brasil. Provavelmente, os EUA vão anunciar uma tarifa nova para nós”, afirma o head da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, acrescentando que, até o momento da sua fala, a tese era de que o Brasil seria um dos países menos prejudicados pelo tarifaço de Trump, ao arcar com alíquota no piso de 10% das chamadas tarifas recíprocas.
Fontes ouvidas pela Broadcast afirmam que o governo brasileiro recebeu sem surpresa a fala de Trump, que já havia ameaçado nos últimos dias com taxação países dos Brics e seus aliados. Avalia-se que o momento é de colocar novamente “os números na mesa” citando o déficit comercial do Brasil em relação aos EUA.
Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY rondou a estabilidade ao longo da tarde, por volta dos 97,500 pontos. O Dollar Index avança pouco mais de 0,70% neste início de julho, mas ainda apresenta perdas de dois dígitos em 2025. O dólar subiu em relação às principais divisas emergentes pares do real, com exceção do peso colombiano.
Além de sinalizar com imposição de tarifa maior ao Brasil, com a afirmação de que o país “não tem sido bom para os EUA”, Trump anunciou nesta quarta mais uma rodada de aumentos tarifários para uma série de países a partir de 1º de agosto, incluindo Argélia, Filipinas, Líbia e Iraque, entre outros. Nos últimos dias, o presidente dos EUA já enviou cartas anunciando taxas de importação para mais de 14 países, com destaque para Japão e Coreia do Sul. A grande expectativa é em torno das negociações comerciais com a União Europeia e a Índia.
Weigt, do Travelex, observa que os ruídos provados pelas tarifas levaram a uma interrupção da tendência de enfraquecimento global do dólar e de diversificação de portfólios, abrindo espaço para investidores embolsarem lucros obtidos com apostas em divisas emergentes. Por aqui, a taxa de câmbio desceu até R$ 5,40 na última quinta-feira (3) nos menores níveis em mais de um ano.
“Está muito difícil romper os R$ 5,40 neste momento. O dólar havia caído em relação a todas as moedas e agora está voltando um pouco”, afirma Weigt, que vê possibilidade de a taxa de câmbio atingir R$ 5,55 antes de voltar cair e eventualmente ficar abaixo de R$ 5,40. “Cortes de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano devem ajudar as divisas emergentes, principalmente quando ficar claro se os EUA vão mesmo aumentar as tarifas e em que nível elas vão ficar”.
Apesar dos alertas em torno da incerteza e dos eventuais impactos inflacionários do tarifaço de Trump, a ata do encontro do Fed em junho, divulgada à tarde, não esfriou as apostas em cortes de juros nos EUA nos próximos meses. O documento revela que a maioria dos dirigentes do Fed julga que seria apropriado afrouxar a política monetária neste ano. Dois deles estão abertos a redução da taxa já neste mês.
Ferramenta de monitoramento do CME Group mostra que as chances de um corte de juros em setembro subiram levemente, para a casa de 70%. As apostas ainda se concentram em uma redução acumulada de 50 pontos-base da taxa básica americana neste ano.
A Pantheon Economics avalia que a ata mostra que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Fed está “claramente dividido” em relação à trajetória da taxa de juros. A consultoria prevê que o enfraquecimento do mercado de trabalho dos EUA em julho e agosto vai abrir a porta para a retomada do ciclo de relaxamento monetário em setembro. “Continuamos prevendo flexibilizações de 25 pontos-base em cada uma das reuniões de setembro, outubro e dezembro”, afirma.
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