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“Quem tem mais a perder somos nós”, diz CEO da Abimo sobre tarifas dos EUA
Publicado 14/07/2025 • 13:57 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/07/2025 • 13:57 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O setor brasileiro de dispositivos médicos pode enfrentar dificuldades para manter o ritmo de exportações e para substituir equipamentos importados dos Estados Unidos, caso avance a aplicação de tarifas adicionais por parte do governo norte-americano. A avaliação é de Paulo Henrique Fraccaro, CEO da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“Quem tem mais a perder somos nós”, afirmou Fraccaro ao comentar a possibilidade de o Brasil retaliar com medidas semelhantes. Segundo ele, a economia brasileira representa uma parcela pequena no mercado norte-americano, o que tornaria inviável disputar no mesmo patamar.
Atualmente, o Brasil exporta cerca de US$ 290 milhões por ano em dispositivos médicos para os Estados Unidos e importa aproximadamente US$ 1,6 bilhão. A projeção da Abimo para 2025, sem a nova tarifa, seria de US$ 320 a US$ 330 milhões em exportações e de US$ 1,8 a US$ 1,9 bilhão em importações, mantendo o déficit comercial do setor.
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Fraccaro explicou que, ao contrário de setores como o de armamentos, os dispositivos médicos exigem homologação e registro pelas agências reguladoras dos países de destino. Segundo ele, o processo pode levar de seis meses a um ano e meio, o que dificulta a busca imediata por novos mercados.
No caso das importações, o CEO afirmou que é possível buscar fornecedores em países como China, Índia e Turquia. No entanto, ele ponderou que esses países precisam oferecer infraestrutura adequada para treinar profissionais brasileiros e garantir assistência técnica, o que também representa um obstáculo de curto prazo.
A estimativa da entidade é que a nova tarifa possa representar uma perda imediata de até US$ 320 milhões em exportações brasileiras e um aumento nos custos de equipamentos essenciais, como tomógrafos, ressonâncias magnéticas, ultrassons e reagentes para laboratórios.
Fraccaro destacou que o Estado de São Paulo concentra entre 40% e 45% da produção nacional de dispositivos médicos. Entre os principais itens exportados pelo Brasil estão instrumentos cirúrgicos, suturas, equipamentos de pequeno porte de ultrassom, aparelhos de raio-x e produtos laboratoriais.
Questionado sobre a estratégia de negociação, Fraccaro defendeu o diálogo com o governo norte-americano. Ele afirmou que a mistura de interesses políticos e econômicos prejudica a condução racional do tema. “Temos que separar essa discussão e concentrá-la na economia”, disse.
Para ele, a apresentação do histórico de déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos pode ser utilizada como argumento para flexibilizar a medida ou buscar exceções específicas para o setor.
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