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Governo regulamenta BR do Mar e defende soberania econômica diante de tarifas dos EUA
Publicado 16/07/2025 • 13:18 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 16/07/2025 • 13:18 | Atualizado há 7 meses
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Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (16), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, assinou o decreto que regulamenta o Programa BR do Mar. A medida visa estimular a cabotagem — o transporte marítimo entre portos brasileiros — como alternativa para o escoamento da produção nacional. O objetivo é ampliar a frota, criar novas rotas, reduzir custos logísticos e fortalecer a indústria naval.
O evento também contou com a presença da Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, e do Ministro da Casa Civil do Brasil, Rui Costa.
Durante seu discurso, Silvio Costa Filho destacou a participação do setor produtivo na construção do programa e defendeu que a cabotagem pode se tornar uma “grande BR no litoral brasileiro”, com potencial de crescimento de 1,2 milhão para 2 milhões de contêineres movimentados.
Segundo ele, “a BR do Mar pode reduzir os custos logísticos de 20% a 60%”, conectando portos como Suape e Santos e integrando rotas sustentáveis. “Esse programa terá um efeito importante no fortalecimento da indústria naval, mas sobretudo na cabotagem. Ele foi construído com sindicatos, entidades, setor produtivo e portuário”, disse o ministro.
Costa Filho disse que o programa “vai fazer com que o setor cresça, possa se desenvolver, gerar empregos e renda e fortalecer os portos públicos brasileiros”.
“Atualmente, 65% do transporte no Brasil é feito por rodovias. Quando tivermos outros modais consolidados, como a BR do Mar – e no 2º semestre vamos lançar a BR dos Rios – estaremos preparando novas rotas de integração, gerando competitividade e fortalecendo sobretudo quem produz no Brasil”, completou.
Silvio Costa Filho criticou a recente pressão tarifária dos Estados Unidos contra o Brasil, motivada por questões políticas. Referiu-se diretamente ao deputado Eduardo Bolsonaro, classificando sua atuação como prejudicial à economia nacional.
“O emprego não é de direita, de esquerda, de centro. O emprego é do povo brasileiro. E na hora que a gente tarifa o país, a gente tá prejudicando o Brasil”, afirmou o ministro, em referência à possível retaliação comercial provocada por declarações de parlamentares brasileiros.
Silvio também afirmou que o presidente Lula tem atuado com equilíbrio e diálogo diante da crise diplomática recente. “Se a gente tivesse Lula lá atrás na pandemia, não teríamos perdido mais de 700 mil vidas por irresponsabilidade”, disse.
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A ministra do Planejamento, Simone Tebet, reforçou que a cabotagem é estratégica para a redução da desigualdade regional. Ela citou como exemplo rotas que ligam Pernambuco à tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru.
“Só haverá justiça social quando o desenvolvimento chegar ao interior, ao Norte e ao Nordeste. E isso não acontece apenas com rodovias”, afirmou.
Tebet mencionou ainda o memorando assinado com a China para construção de uma ferrovia ligando a Bahia ao Peru, com foco em intermodalidade. Segundo ela, o evento representa mais do que uma política logística. “Hoje assinamos um marco histórico. Cabotagem significa justiça social”, disse.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também tratou da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Sem mencionar diretamente o presidente Donald Trump, criticou tarifas que classificou como “fora de qualquer parâmetro histórico e legítimo”.
“Um país que vem perdendo capacidade competitiva tenta impor tarifas desproporcionais. O Brasil aposta no caminho inverso: integração com outros mercados”, declarou. Costa afirmou que o Brasil busca acordos comerciais, como o Mercosul-União Europeia, para ampliar oportunidades. “É preciso planejamento de Estado. Modal não se escolhe, se integra”, defendeu.
Ainda segundo o ministro, a reação brasileira deve ser firme e serena. “Não dá para aceitar que um líder mundial tente interferir na forma como o Brasil organiza sua economia ou usa o Pix como meio de pagamento.”
Rui Costa completou que, além dos investimentos em portos como Suape, Pecém e Santos, o governo trabalha para concluir a Ferrovia Norte-Sul e integrar novos corredores logísticos com a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). “A competição entre portos e ferrovias vai reduzir o custo para o agro, para a indústria, para a mineração”, afirmou Costa.
Rui Costa finalizou defendendo que a resposta brasileira às pressões externas deve ser baseada em planejamento, integração produtiva e investimento em infraestrutura nacional. “Nenhum outro líder mundial pode escolher o destino do Brasil. Isso cabe aos brasileiros”, concluiu.
*com informações do Estadão Conteúdo
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