Associação Brasileira de Alumínio se diz “preocupada” com novas tarifas de Trump
Publicado 02/04/2025 • 18:31 | Atualizado há 22 horas
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Publicado 02/04/2025 • 18:31 | Atualizado há 22 horas
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Pixabay
Em comunicado emitido na noite desta quarta-feira (2), a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) expressou preocupação com os impactos das novas tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos de alumínio brasileiros, que já enfrentam uma tarifa de 25% desde março de 2024. O presidente dos Estados Unidos anunciou hoje que produtos brasileiros serão taxados em 10%.
A Abal alertou para os impactos indiretos e estruturais, destacando os riscos de desvio de comércio e a ameaça à cadeia de reciclagem de alumínio do Brasil, um dos principais pontos fortes do país.
“Embora a participação do Brasil nas importações americanas seja pequena, os Estados Unidos são um parceiro comercial estratégico, com 16,8% das exportações brasileiras de alumínio em 2024”, escreve a Abal.
Para a Associação, apesar da medida refletir uma estratégia mais ampla de defesa comercial e políticas industriais, é necessário considerar a complexidade e os riscos associados à fragmentação da cadeia global de suprimentos de alumínio, especialmente em relação aos altos custos de energia e práticas comerciais desleais.
A Abal também questionou o quanto as tarifas vão conseguir atingir o que pretendem em território americano: “A Abal questiona a efetividade das tarifas, pois elas podem gerar efeitos inflacionários e aumentar os custos de produção em setores chave da economia americana, como automotivo, aeroespacial e defesa”.
Em relação à indústria brasileira, a Abal disse que o Brasil possui vantagens estratégicas significativas, como grandes reservas de bauxita e a produção de alumina, além de ser um dos maiores recicladores de alumínio do mundo.
No entanto, a Associação alerta que a medida americana, que não incide sobre a sucata de alumínio, pode levar a um suprimento estratégico de alumínio reciclado do Brasil e comprometer os esforços do país para construir uma cadeia produtiva mais autônoma e sustentável.
Por fim, a Abal reforçou a importância de um debate mais amplo sobre a proteção da indústria e a construção de capacidades produtivas sustentáveis: “A Abal segue dialogando com as autoridades competentes, contribuindo com dados, análises e propostas para garantir condições isonômicas para o setor e preservar sua capacidade de competir, de forma sustentável, nos mercados nacional e internacional”.
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